Maravilhosa maternidade das mil maravilhas

Um com febre, a deitado na minha cama.
Digo deitado e não a dormir porque na realidade não chegamos a dormir. Entre subidas de febre, descidas de febre, e várias vezes na iminência da morte, lá conseguimos fechar os olhos por 60 minutos consecutivos.
Até que grita: mãaaaeeeee, vou sufocar!
Ao qual acordo já com a adrenalina em estado máximo e acendo a luz. Olho para ele, ele olha para mim, e diz aflito, “não consigo respirar pela narina da esquerda”. Achei que não podia estar a ouvir bem, e ele repetiu novamente. Respira pela boca, digo entre dentes e a conter-me o mais possível. Entretanto, outro aparece no quarto pois ouviu alguém a berrar. Enfia-se na cama. Desligo a luz.
O bebé chora e vou ás escuras até ao seu quarto.
Procuro a chupeta que caiu, bato com a cabeça na cama e assusto-me de morte pois vejo dois vultos pequenos atrás de mim. Um toca-me, e pergunta-me o que estou a fazer ali no chão.
“Acordaram” e não me tinham visto na cama.
Dou por mim, ás quinhentas da madrugada, com os três acordados.
Ai! As maravilhas maravilhosas da maternidade!!!
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