A normalização vs a banalização



Pegando no tema do tal inquérito da escola do Torrinha, onde perguntavam a alunos de 9 anos de gostavam de homens, mulheres, ou ambos, há aqui um outro assunto relacionado, e que me preocupa. A banalização da homossexualidade, ou da bisexualidade, e do poliamor ( yep, poliamor, it’s a thing now!).


Que hoje em dia é mais normal que haja homossexuais ou bissexuais, é sem duvida alguma. Mas daí a transmitir a ideia que é algo banal, tão banal como eu hoje gosto de homens mas amanhã já posso gostar de meninas porque elas até são mais simpáticas, é algo completamente errado. E é isso que se anda a pôr na cabeça dos miúdos, imaturos devido à idade, e influenciáveis pelos programas de televisão, pela internet e por todos os canais de informação a que têm acesso. Acabam por achar tudo banal, o que não é normal.

Na minha opinião, a orientação sexual é algo íntimo e privado de cada um, e, também é definida e solidificada com a idade. Quando se é homosexual, é se mesmo homossexual, é algo sentido e vivido pela pessoa, a pessoa sabe-o como toda a sua certeza do seu ser. E não há nada de mal nisso, mas é algo que quando definido e assumido é importante, é um marco, e não deve ser encarado com ânimo leve.

Ora vamos cá ver um exemplo:
Digamos que a Mariazinha, menina de 12 anos, quer ter um namorado. As amigas já todas tem, e ela é a excluída do grupo. Claro que nesta idade, ninguém quer ser a excluída do grupo, e a Mariazinha sofre muito por não entrar nas conversas das amigas sobre os namorados, e a gozam por não ter nenhum rapaz que goste dela. Ela até gosta do Zézinho, mas ele não lhe passa cartão, e prefere a Joaninha. A Mariazinha fica triste. Sente-se feia e cada vez mais insegura.
Percebe que para estar dentro do grupo das amigas, tem que estar numa relação, e já que não arranja miúdo que goste dela, vai tentar a sua sorte com a Ana, uma miúda introvertida, bastante tímida. 
Triunfante, diz às amigas que é homosexual, e até já tem namorada, a nova Ana. 
Já é cool.
Passados uns tempos, aparece o Luís, um rapaz que lhe dá conversa e a faz rir. E pronto, de homosexual, passou a bi, num ápice, e sem bem perceber porquê. 

E mudam-se assim de gostos, ou pseudo gostos, como quem muda de camisola, hoje veste a amarela, amanhã a azul,e instala-se a grande confusão dentro das cabeças dos miúdos que, obviamente, ainda nem sequer estão preparados para lidar com elas. E qual o impacto que estas terão na vida de adulto? Com é que estas, digamos experiências, irão afectar o desenvolvimento intelectual e emocional do jovem/ adulto? 


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