Factores de risco para alterações do desenvolvimento
Factores de risco para alterações do desenvolvimento
Considera-se que uma criança está em risco quando está ou esteve sujeita a certas condições adversas, que se sabe estarem altamente correlacionadas com o aparecimento posterior de défices numa ou mais áreas do desenvolvimento (4,5,7).
Há dois grandes grupos de factores de risco, biológicos e ambientais (Quadros 1 e 2). Os diferentes factores não são mutuamente exclusivos e frequentemente coincidem com alterações do desenvolvimento.
No risco ambiental isolado, a criança é genética e biologicamente normal, mas está inserida num contexto de privação (4).
No risco biológico, passou por situações com forte potencial para lesar o SNC (5). Em todos os casos, a intervenção precoce deve ter como objectivo a redução do impacto dos diferentes factores de risco, através de intervenções médicas, terapêuticas e socioeducativas.
Quadro 1 Factores de risco biológico (2-4)
Idealmente, as crianças com risco pré, peri ou pós natal, deverão ser seguidas em consultas de Alto Risco biológico, geralmente ligadas a serviços de neonatologia, com o objectivo de diagnosticar precocemente alterações do desenvolvimento (5).
As crianças de risco ambiental deverão ser sujeitas a uma vigilância ainda mais cuidada do seu desenvolvimento. Umas e outras deverão ser orientadas para programas de Intervenção Precoce, onde idealmente será feito um trabalho nos contextos naturais da criança e com grande envolvimento da família (4,5).
Quadro 2 Factores de risco ambiental (2-4)
fonte: texto integralmente retirado do site Mãe-me-Quer
foto: pinterest
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