Partilhar a cama dos pais com os filhos. Sim ou não?
A prática da partilha a cama (co-sleeping) com os filhos é uma questão controversa e que coloca grandes questões e dúvidas aos pais. Como decidir o que fazer
A prática da partilha a cama (co-sleeping) com os filhos é uma questão controversa e que coloca grandes questões e dúvidas aos pais.
Como em todas as questões, nesta discussão também existem duas faces da mesma moeda.
Alguns estudos e relatórios afirmam que partilhar a cama com o bebé/criança é benéfico enquanto outros relacionam esta prática com sérios riscos para a saúde infantil.
Como decidir o que fazer?
O que dizem os estudos sobre a partilha da cama
Alguns estudos e relatórios internacionais evidenciam que o risco de morte infantil é bem real quando o bebé/criança partilha o seu espaço de descanso noturno (cama, cadeira, sofá) com um adulto. A Sociedade Americana de Pediatria é uma das entidades que recomenda veemente não partilhar a cama com uma criança, prática aqui definida como dormir na mesma área que a criança sendo uma cadeira, sofá ou cama.
Segundo um estudo da mesma organização publicado no início de 2014, a partilha da cama é a principal causa da Síndrome de Morte Súbita em crianças entre os 1-12 meses de idade.
Ainda de acordo com a Sociedade Americana de Pediatria, “A partilha da cama pode potenciar o risco de sobre aquecimento, de reinalação ou obstrução das vias aéreas, de sufocação (com a roupa da cama que acidentalmente pode cobrir a cabeça do bebé ou a quando o adulto rola para cima do bebé) e exposição ao fumo do tabaco.” (2) Tudo apontado como fatores de risco da Síndrome de Morte Súbita do Lactente.
Mas há outros ricos na partilha da cama do adulto como quedas, aprisionamento ou estrangulamento. Os bebés, particularmente com idade inferior a 3 meses, prematuros ou com baixo peso à nascença são considerados o grupo de maior risco. Como as competências motoras são muito limitadas, a possibilidade de reação face a potenciais ameaças está substancialmente reduzida.
E benefícios da partilha da cama, existem?
Contudo, e face a todos estes dados e evidências, há pais que continuam a partilhar a cama com os filhos. De acordo com vários especialistas, a principal razão que motiva este comportamento é o desejo das mães de prolongar a amamentação. De acordo com o Pediatra William Sears, provavelmente o maior defensor da partilha da cama entre pais e filhos, esta prática favorece a amamentação e o seu prolongamento no tempo.
Para muitas mães amamentar pode torna-se numa batalha. Ter que se levantar várias vezes durante a noite, noite após noite, pode levar à exaustão e ao abandono da amamentação. Partilhar a cama é vista como uma grande vantagem por muitos pais; o bebé não precisa de chorar quando tem fome, pode alimentar-se sempre que desejar e a mãe descansa melhor porque não precisa de se levantar tantas vezes durante a noite e consegue adormecer logo após a refeição.
Contrariando a maioria dos estudos sobre partilha da cama, alguns profissionais de saúde afirmam que a partilha da cama reduz o risco da Síndrome de Morte Súbita do Lactente desde que seja praticada com segurança.
Estudos sugerem que partilhar a cama reforça os laços emocionais entre pais/bebé. O toque e o aconchego transmitem segurança e conforto ao recém-nascido. O bebé precisa da proximidade e do contacto físico dia e noite e, este tipo de ligação, também é uma forma muito íntima de se irem conhecendo mutuamente.
No entanto, a maioria dos profissionais está convencida de que os riscos superam os benefícios:
Criar um ambiente de sono seguro
O que nunca fazer na hora de deitar o bebé a dormir: (2)
fonte: texto integralmente retirado do site Mãe-me-Quer
foto: pinterest
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Foram raras as vezes que deixei o meu filho dormir na nossa cama. Sempre o quisemos habituar à caminha dele... ás vezes acorda e lá vem ter connosco mas é raro. Mas não critico ninguém...simplesmente para nós é um desconforto tanto para ele como para nós que dormimos completamente tortos sempre com o pensamento que o poderemos magoar de alguma maneira.
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