Há dias mais difíceis
Há dias mais difíceis que se vão transformando
em semanas mais complicadas, e depois em cabeças mais distraídas.
Esta semana não está a ser
particularmente fácil, começou logo no sábado passado com o João cheio de febre
á noite, e que se arrastou pela semana quase toda, não sei se transmitiu para o
Tomás (ou se é uns dentes teimosos que estão a querer ter um nascimento mais
complicado), ambos dormiam mal, o que levou a eu também não dormir, e tudo mais
difícil.
O João recuperou, e a meio da semana já
foi às aulas, o que para mim foi um alívio, pois ter os dois doentes em casa é
cansativo. Não se dá a devida atenção a um, o outro chora porque também quer
colo ou mimo. As sestas são mais curtas e agitadas, e nada repousantes. Dividi-me
entre um e outro, e mesmo assim ninguém ficou satisfeito.
O Tomás apareceu com febre alta, o que
atribuímos à virose do João. Mas pelos vistos tem dois dentes malandros a dar problemas.
Recusa-se a comer e chora quando põe algo à boca. Já la vão três dias e praticamente
não come nada. Substituímos comida solida por sopas com carne, mas o resultado
é quase o mesmo. O leite não bebe, e tento iogurtes. Às vezes come, mas muitas vezes
deita fora. É um sufoco vê-lo assim, ver que não come, saber que precisa de
comer, e não conseguir dar nada.
E com o acumular disto tudo, de noites
(muito) mal dormidas, dias turbulentos e irrequietos, que vão me pondo com a
cabeça em agua. E depois, não só com isto tudo, vem um daqueles dias que tudo,
mas tudo, corre mal.
Começou logo de manha com o João a não
querer vestir-se e nem tomar o pequeno-almoço. Já estávamos (again) atrasados,
e eu a começar a ficar nervosa. Saímos de casa sem guarda-chuva, e chegamos
encharcados. Fiquei logo “doente”.
O meu querido iPad recusa-se a escrever em português. Depois de alterado a lingua para ingles e novamente para português, desligar e ligar, actualizar, limpar Tudo é voltar a instalar, escreve em ingles. Dizer que é irritante é pouco. E confesso que se nāo gostasse tanto dele, que o atirava contra a parede.
O meu querido iPad recusa-se a escrever em português. Depois de alterado a lingua para ingles e novamente para português, desligar e ligar, actualizar, limpar Tudo é voltar a instalar, escreve em ingles. Dizer que é irritante é pouco. E confesso que se nāo gostasse tanto dele, que o atirava contra a parede.
Á tarde tinha que ir fora do Porto
para uma reunião, e como sou (e admito) uma naba com as direcções, fui com o (fantástico)
gps. Creio que houvesse um caminho mais directo, pois tenho a certeza que
percorri todas as terrinhas à volta do Porto, dei todas as curvas e fiz todas
as rotundas, mas como o gps é que sabe, e quem sou eu para o contrair, la chegamos,
com 1 hora e tal de atraso. Esta experiência só veio mais uma reforçar o que
sinto em relação aos (fantásticos) gps. Mas como não bastou errar uma só vez,
resta dizer que o regresso foi igualmente tao atribulado, e igualmente (ou
mais) irritante. Se por ventura, naquele instante o gps era uma pessoa em carne
e osso, acho que a desfazia.
Depois (pelos vistos) confundi a data
de reparação de um problema menor cá em casa. Sou capaz de jurar que estava
marcado para amanhã. Mas pelos vistos sou a única a jurar tal coisa, pois nem
sequer há data marcada ainda.
E como o dia não poderia acabar assim
tão de repente, telefonei à mãe da menina que convidou o João para o seu aniversário,
no sábado. Começou logo da melhor maneira, comigo a errar no sobrenome na
menina (em minha defesa, foi o J que disse, no convite só vinha assinado com o
primeiro nome). Agradeci o convite, e expliquei que infelizmente não poderia ir
no sábado, pois já tinha outro aniversário.
Pelos vistos, é no domingo.
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