Podia, ter, sido, eu.




E quando sabes de uma história trágica, daquelas que ficamos enjoados só de ouvir e atordoados o dia todo, e pensamos que podíamos ter sido nós. 

Podia ter sido eu, podia ter sido uma de nós. 

É nestas alturas que a minha (des)aventura de Agosto fica mais viva, e que me faz cair em mim com uma grande dose de realidade. Claro que é um enredo diferente, com circunstâncias bem diferentes, mas com um fecho idêntico ao que poderia ter sido.

Naquela altura, pensei tanto, mas tanto, nos meus filhos, especialmente nos mais novos, que não se iriam lembrar de mim, no tempo que pedia, e, no tempo que perdi. 
Acho que foi o que mais me doeu, uma dor que apesar de ser emocional, era tão física que não me deixava respirar nem o coração bater, o saber que o bebé nunca iria ser pegado ao colo por mim e que não iria passar mais do uma memória desfocada para o Tomás. Só de relembrar, ainda me vem lágrimas  aos olhos.

Podia ter sido a minha família, os meus rapazes. E isto não me sai da cabeça.

Podia, ter, sido, eu. 



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Comentários

  1. Há histórias que nos tocam de tal forma na alma que nos sentimos mesmo muito mal e nos perguntamos se damos o devido valor à vida.

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