Eu, no futebol.

Fomos ao futebol. Nada de extraordinário para a maior parte das pessoas, mas para mim, é algo quase surreal.
Não sou adepta de futebol, cresci numa casa onde não se falava de futebol, não gosto, nunca gostei, e nem agora acho a mínima piada. Mas volta e meia, de 4 em 4 anos, lá me pedem, com olhinhos de cachorrinho mal morto, e não consigo dizer que não. 

Na semana passada , foi mesmo isso. Eles os três, pai incluído, lá me levaram, apesar dos meus protestos e avisos que o tempo poderia se transformar num furacão ( apesar de dos meus esforços, não aconteceu).

Porto versus Sporting, mas confesso que não sabia quem era o guarda-redes. Mas para não parecer tão ignorante, olhei fixamente para o campo, a tentar perceber para que lado é que o Porto marcava. Demorei algum tempo a descobrir, e só foi com a ajuda do cabelo prateado do treinador do Sporting que percebi que deveria ser do lado oposto, 

O meu querido filho, foi-me dando explicações sobre o que se passava, agora é mão, agora foi falta, agora o Coentrão zangou-se com um bombeiro, mãe, agora foi golo do Porto, e bate-se palmas. 
Foi interessante ver a vertente pedagógica do Jr, e mesmo num momento de mais confusão, deu-me a mão para eu não ter medo. 

A certa altura, era só eu e o do lado que estávamos sentando-se enquanto todos celebravam (ou resmungavam contra) algo. Ele olhou para mim, e eu para ele. Ele, achou que devia dizer algo, muito provavelmente algo relacionado como jogo e com a situação em si. Não se ouvia nada, mas lá me ri e fiz o gesto com a cabeça que concordava com ele. Achei melhor estar calada do que dizer algo estupido. Ele olhou para mim, calou-se, e virou a cara. 



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