Os filhos são iguais mas muito diferentes.


(Este post foi partilhado várias vezes, e as reacções fizeram-se sentir. Talvez não tenha sido explícita no que escrevi. Obviamente não neglicenciei o meu filho e obviamente ele é tão amado como o outro e como será o que vem aí. É um post sobre ciúmes de uma criança de 4 anos, que está a aprender a digerir e a lidar com emoções. As crianças não vêm com um manual de instruções e temos que ser nós a aprender a decifrar e a interpretar o que (não) nos dizem. E nós estamos nesse processo de aprendizagem, que obviamente vai passar e no qual irei ser uma excelente aluna. Descansem Mães anônimas ultra preocupadas, vão salvar outra aldeia). 


Todos os nossos filhos são diferentes. Mal olhamos para eles, identificamos logo as diferenças. Pele mais morena, olhos mais claros, mais altos ou mais baixos, são fisicamente diferentes. Mas para além das diferenças exteriores, eles são muito diferentes interiormente. 


E não interessa terem tido a mesma educação, a mesma casa, as mesmas regras, e até terem nascido da mesma barriga, porque aqui o fator crucial é mesmo a personalidade. 

Sinto isso com o Mini. Talvez devido ao facto do João já ser mais crescido, já verbalizar tudo e já ter uma  'maturidade' diferente, já o conheço de trás para a frente e de frente para trás. Já sei como vai reagir, como vai sentir, e o que lhe faz mais sensível. 
Mas com o Mini, confesso que ainda não o sei ler de forma tão transparente, nem ajustar a minha resposta face às necessidades dele. Talvez devido ao facto de ele próprio ainda estar a aprender a lidar com as emoções e a reagir perante elas, ou talvez pela novidade grande que cá em casa temos: a chegada do bebé. 

A barriga aumenta cada dia, e eles sabem que está cada vez mais próximo. Começa a ser mais real, mais tangível e penso que ele sente isso. A questão é que não posso aplicar o mesmo "conjunto de ferramentas" ou a mesma "técnica de linguagem ou de aproximação " que sei que funciona com o João, porque já vi que não funciona com ele.  

Tenho passado mais tempo só com ele, e ele só com o Pai. Fazemos mais programas a dois, e mais atenção, e obviamente são muito incluídos em tudo o que se relaciona com a chegada do bebé. Ontem o Jr não jantou e aproveitei para irmos os dois jantar sozinhos. Fomos ao restaurante que ele queria e andava a pedir para ir. Um jantar cedo, e sem acessórios de distração, só nós a conversar. Acho que foi bom e acho que ele gostou. Eu pelo menos gostei muito! 


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Comentários

  1. Uma coisa eu preciso dizer... ao ler esta passagem fiquei constrangida: "...já o conheço de trás para a frente e de frente para trás. Já sei como vai reagir, como vai sentir, e o que lhe faz mais sensível." Eu não consigo fazer uma leitura 100% acertada do meu filho. Às vezes ele surpreende-me pela positiva... outras pela negativa... Uhmmmm será que ando distraída!?

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    Respostas
    1. Olá Ana
      O João já tem 8 anos e consegue exprimir-se muito bem. Claro que me supreende volta e meia, mas o que quis dizer é que eu já sei como vai reagir se lhe lhe disser que amanhã afinal não vamos à praia, ou como lhe dar uma no

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    2. Noticia que não vai gostar. Com este Mini de 4 anos, e como ele próprio ainda está a aprender a digerir e reagir a emoções, e por vezes não sei como o acalmar quando faz uma birra, ou porquê um dia corre lindamente e no outro exatamente igual, já não corre nada bem e ele zanga-se muito. Porquê hoje zangou-se e ontem não? Porquê o que lhe ontem eu fiz e correu bem hoje não não funciona?
      Mas enfim, é só um desabafo sobre uma fase que irá passar.
      Beijinhos

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