Nós ainda não aderimos...


Nós ainda não ao aderimos biológico, nem ao macrobiótico, nem ao paleo, ao mindfulness, ao slow parenting, ao helicopter parents nem a tantas outras correntes e tendências que nascem diariamente. 

E como me oriento?

Curiosamente temos conseguido orientado razoavelmente bem, usamos muito o bom senso ( sim, ainda existe e funciona bem, só é preciso dar-lhe uso), ouvimos o nosso instincto (sim, também ainda não morreu), e aplicamos muito (ou quase tudo) o que aprendemos em casa dos nossos pais, da nossa infância, do que nos ensinaram e do que vivemos. 

Não seguimos nenhuma tendência especifica em relação à comida, impera essencialmente o bom senso. Optamos por muita variedade nos legumes nos pratos escolhidos, muita fruta. E da fruta ou os legumes não forem colhidos diretamente da horta, também ninguém morre por isso. Peixe fresco e carne variada, não faço muitos fritos, mas eles adoram os panados e os croquetes. Sopa todos os dias, à boa maneira portuguesa, passada ou com legumes, e os jantares vão desde desde carne assada até lasanha, arroz de pato ao pato com laranja, arroz de marisco a jardineira de carnes, pizza ( sim, shame on me!), bacalhau com natas, robalo ao sal, do tamboril à dourada, e empadão, gnocchi, couscous, timbal, hamburger, aos filetes. Uns são cozidos, outros assados, outros no forno, a ainda por vezes fritos, estufados, ou até mesmo grelhados. Variedade e bom senso. 


Também não seguimos nenhuma tendência no que toca à decoração dos quartos nem à disposição da mobília, ou da cama, mais montessori menos feng shui. E curiosamente estão confortáveis e simpáticos, e acima de tudo eles gostam. 

Não cronometramos o tempo que passamos com cada um individualmente, nem estipulamos as atividades lúdico-recreativas para cada dia da semana. Abolimos sim os iPad e telemóveis, e PlayStations à semana, e isso trouxe benefícios. Priveligio as actividades fora de casa no jardim, mas não os impeço de ver televisão. Equilíbrio e bom senso.

Não temos fixado o dia do filho único, nem o dia dos namorados, e há conversas só entre adultos como há também conversas entre os 3,e os 4. Jantamos fora os 2, como jantamos os 4, e o tempo da mãe para a mãe é importante, como também é o da mãe e o do pai, como também o é o tempo que eles passam sozinhos a brincar. Há dias em que tudo é mais a correr, com horas atrasadas e minutos marcados, como há dias em que é tudo mais lento e tranquilo. 

Não temos guias nem livros de verdades e regras absolutas. Vamos fazendo o que achamos que está certo e confiamos no nosso bom senso. Vamos fazendo um dia de cada vez, e sabemos que há dias quase perfeitos, como há dias caóticos. Sabemos que são saudáveis e felizes, mas que há  dias em que estão menos contentes, mais rabugentos e mais chatos, tal como nós. 
Mas acima de tudo, vamos fazendo o melhor que podemos e que sabemos, equilibrando cada um de nós na nossa realidade e dinâmica familiar, ajustamos as pontas e limamos as arestas.



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