As grávidas e a entidade patronal


Em muitos casos, não em todos é certo, é um problema.
E dos grandes.

Pensar em engravidar e viver a gravidez num local de trabalho pouco friendly para grávidas pode-se tornar mais que stressante e até causar uma rotura.

Informar que estão grávidas? Com os amigos é algo de maravilhoso, muitos sorrisos, parabéns sinceros, beijinhos e até abraços. Partilham da mesma felicidade e fazem planos em conjuntos. Quando informam o "chefe" já sofreram dias antes, roeram as unhas por antecipação da reação.  Dias antes já tremem, nunca sabem quando será a altura "melhor", quase que pedem desculpa por tanta ousadia, afirmam que até foi um lapso ( para não cair tão mal a coisa), e têm um semblante carregado e muito preocupado. Em vez de garantirem que o bebé é saudável, asseguram que não irão falhar com nada, em vez de referirem se é menino ou menina, certificam que o "chefe" perceba que nada vai mudar, aliás até têm mais empenho em trabalhar e produzir mais.
Possivelmente abdicam das férias como contrapartida à ausência da licença.
Hormonas?
Dias de falta?
Não se preocupe, gravidez não é doença e comigo nem sequer vai perceber que estou grávida! Serei um exemplo ( até deixar de o ser.)

As mulheres sofrem a enorme pressão de serem super mulheres e mostrar que a gravidez é nada mais do que um acessório e nada impeditivo de trabalhar. Aliás, em muitos casos, até têm que mostrar mais trabalho, mais produtividade, mais eficiência para ultrapassar esse handicap que é a barriga.

Boa apresentação, boa cara, um sorriso estampado nos lábios, não falar muito sobre o estado de graça para não mostrar falta de profissionalismo, marcar as consultas obrigatórias para um horário conveniente para o patrão ( pode ser ás 22h? Ou ás 23h? E ao domingo?), evitar mexer na barriga, não engordar muito para não serem consideradas de desmazeladas, usar roupas apropriadas mesmo que gastem o salário todo num guarda-roupa provisório, esconder a vontade de comer compulsivamente bolachas e acima de tudo não referir que estão cansadas!
Cansadas? Pela santa alma? Cansadas de fazer o quê?

Aprendem a viver uma gravidez quase em segredo, sem a evidenciar, a fazerem mais e melhor do que outros, e sempre com medo de como será a licença, ou as ditas férias como é muito frequentemente referido. Será que vou ser posta de lado? Será que irei regressar? Será que posso tirar 4 meses?
Q-U-A-T-R-O longos meses?
E porque não tira o pai da criancinha?
E porque tem que ser esta empresa a suportar esse mega ultra custo da sua ausência?
Não me venha dizer que agora também vai querer outro filho?
Estará boa da cabeça? Dois filhos com 3 anos de diferença? Enlouqueceu só pode!!





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