Isto das famílias grandes....




Li algures que os nossos primeiros amigos são os nossos primos.
É com os primos que aprendemos a (tentar) partilhar e a (tentar) brincar. É com os primos que temos a nossas primeiras zangas e "bulhas" ( como dizia a minha avó). É o nosso primeiro contacto com seres do nosso tamanho, com meios pingos de gente que saltam e correm como nós. 

E essa relação que temos logo desde dos primeiros anos, vai-se desenvolvendo e solidificando. Passamos a adolescência com eles, férias na praia e noitadas a dançar. Vivemos primeiros amores e primeiros desgostos, vivemos aventuras e desafios. Crescemos juntos. 
Tão depressa falamos do agora, como recuamos anos (10?20?) e contamos aquele episódio da praia, ou aquela zanga ou aquele jogo .  
Sim, eles sabem tudo, o que gostávamos e o que não comíamos, como dormíamos e quais os desenhos animados preferidos. Eles lembram-se do castigo que tivemos e daquela festa de aniversário. Eles estiveram lá, eles viveram e sentiram a nossa infância. 

Transformamos-nos em mulheres e mães ao lado deles, e vemos os seus filhos a crescer connosco. São quase nossos, e os nossos deles. 

Tentamos fazer o que os nossos pais faziam, replicamos comportamentos, dividimos tarefas, criamos as mesmas memórias que tínhamos quando éramos pequenos. Juntamos-nos todos e vemos a nossa infância ali espelhada neles, no mesmo jardim, com as mesmas brincadeiras, e carinhas iguais às nossas.

Isto das famílias grandes, tem muito que se lhe diga.  É enriquecedor, são raízes criadas e desenvolvidas. São histórias transmitidas, memórias contadas e fotografias para a vida. 






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