Alerta Praia | Quando o silêncio é fatal | História Real

Após ter estado a ver vários comentários de mães a pedir informações sobre fatos de banho com boías incorporados ou aquelas boías redondas tipo donuts, decidi contar este susto que apanhámos mas que felizmente correu bem.


O verão é sempre entendido com sinónimo de descanso, bons momentos, experiências em família, sol e mar, e muita diversão! E na maioria das vezes é assim que acontece, mas há (infelizmente) situações em que o verão pode trazer grandes dissabores , e até tristezas profundas.

Ás vezes basta um nano segundo, um milésimo de distracção e o impensável acontece! Partilho aqui uma história que eu assisti, numa piscina no Douro, e que felizmente acabou bem, pois havia um pai muito atento. 

Estavam todos dentro da piscina, mãe e pai e filhos (o mais novo com bóia redonda ), e ainda estavam mais dois adultos , e um outro pai com o filho. Eram portanto 5 adultos e três crianças dentro de água. Eu cá fora a assistir, a falar, e a brincar. A piscina não era grande, nem muito funda, mas o suficiente para uma criança nao ter pé. Duas crianças brincavam dentro de agua, os adultos elogiavam as acrobacias que eles sabiam fazer e faziam questão de demonstrar, e o menino da bóia sentou-se nas escadas . Eram escadas que ficam submersas dentro de água, portanto dava para ficar sentado e ter o corpo fora de água. O menino quis afinal ir para dentro de água novamente,  junto dos pais e começou a descer a escada. Tropeçou. Virou a cabeça para o fundo e ficou com as pernas de fora. Foi tudo tão rápido que ninguém reparou, eu cá de cima vi umas perninhas no ar e pensei que era um dos mais velhos a fazer o pino! Foi mesmo uma questão de segundos, e de micro distracções. Eram 5 adultos dentro de água e um cá fora. Todos com os olhos em cima das crianças, todos em alerta máximo e ninguém reparou. É silencioso, e brutalmente rápido! 

Felizmente, havia um pai atento, um pai veloz, que literalmente voou de uma ponta da (pequena) piscina para a outra e agarrou nos pés que estavam fora de agua e puxou o menino para cima!!!!!!

Podem pensar que dos 4 adultos que estavam dentro de água e um cá fora a ver (eu) nenhum era responsável, nem nenhum era suficientemente atento para tomar conta de crianças dentro de água. Podem pensar assim, mas não é verdade. Eu própria vi as perninhas no ar e num micro segundo ( sim porque durou apenas um micro segundo) pensei que era um dos meninos mais velhos. Todos éramos pais e mães muito conscientes e muito atentos, mas é apenas preciso um nano segundo, um olhar para o lado, e acima de tudo é brutalmente silencioso!! 

Escusado será dizer que nessa noite todos ficámos meios abalados e em choque. A facilidade e rapidez que uma tragédia pode acontecer é avassaladora. E repito, foi apenas um mini micro segundo, e iria mudar as nossas vidas para sempre!!

As bóias redondas têm esse grande problema, tal como os coletes e os fatos de banho com boíasincorporadas. No caso dos coletes e dos fatos de banho caso as crianças fiquem de barriga para baixo não têm força suficiente para "des virar-se" , contrariando assim a própria força do colete ou do fato de banho. Já no caso das bóias redondas, e tal como aconteceu aqui, a criança pode virar-se de cabeça para baixo e escorrega para fora da bóia ( neste caso dentro de água). Esta bóia tinha abertura para as pernas, impedindo assim de o menino escorregar para dentro de água, mas também o impedindo de se conseguir virar para cima. Ficou preso pelas pernas e de cabeça para baixo. Um horror!!!!

O mais indicado é na realidade as braçadeiras, pois caso a criança caía á água vem sempre á superfície e como sao duas (uma em cada braço), a criança tem força suficiente para se movimentar e virar-se. É mesmo aconselhado a colocar sempre as braçadeiras  mesmo só quando estão a brincar fora de água, pois nunca se sabe se podem tropeçar e cair. 

Comentários

  1. Ao ler este relato, revi-me com cerca de 5/6 anos! Apanhei um susto do género numa piscina com uma bóia redonda! Era muito medrosa com a água e ainda fiquei pior... levei uns anos bons a aprender a nadar, apenas porque tinha medo! Este ano, com os meus bebés com 1 ano, só vão para a água comigo e com o pai, mas para o próximo ano vou comprar braçadeiras!
    Beijinho!

    ResponderEliminar
  2. Nessa altura estava no algarve de férias numa praia com ondas pois andava a fazer surf. Vi uma cena que até me arrepiou. Nessa praia saí-se da praia de areia e há o passeio em pedra , eu estava ali beira dessa entrada para o asfalto e vem uma familia pai , mãe duas filhas e sobem um a um o redobro de pedra quando chega a vês da menina que vem em ultimo tipo de quatro anos, manda um escorregão. E o que valeu foi trazer braçadeiras meio cheias e conforme caí na pedramanda tipo os braços para traz e ainda amparou escorregar daquela maneira podia ter caído para a parte de baixo e fraturar a cabeçinha. Ninguém quase reparou acreditam.
    Obrigado abraço.

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mais lidas