Das coisas que gostava de fazer com os meus filhos


Todos nós temos sonhos que gostaríamos de realizar. Uns são mais fáceis, outros mais difíceis e outros ainda talvez até irrealistas. Mas não deixam de ser sonhos, aspirações, objetivos, metas para cumprir.

Gostava de ser velhota, olhar para trás e lembrar-me de todas estas coisas (umas sei que serão impossíveis) que fizemos juntos, que os vi a descobrirem, a aprenderem, a crescerem como pessoas.

Gostava de lhes poder oferecer as seguintes experiências:


Levá-los aos 5 continentes. Conhecerem o perto e o longe, as diferentes culturas e raças. Acho que viajar dá "mundo" a todos nós. Enriquece-nos, molda a nossa personalidade, e abre os olhos, mente e espírito. Ganhamos mais do que imaginamos.

Numa destas viagens a cada continente, gostava de fazer um Safari. Mostrar os animais espetaculares que só vemos nos filmes e na televisão, mostrar o grande, o médio, o pequeno e o gigante. Sentir o cheiro quente e difícil de explicar, mas impossível de esquecer. Ver o pôr-do-sol a desaparecer por entre uma planície amarela-torrada, com umas sombras de um pescoço grande lá no fundo.

Fazer mergulho. Mas mergulho a sério, ao estilo national geographic. Mergulhar até nos esquecermos e sentir que estamos num aquário, repleto de cores fortes e uma tranquilidade tremenda. Sentir a nossa respiração como o único pulsar por entre aquela paz fantástica e uma imensidão de peixes cheios de cores vibrantes, como se uma tela viva se tratasse.

Viver no estrangeiro, de preferência numa cultura diferente da nossa. Viver por um mês ou um ano, dar a conhecer uma nova experiência rica e tão diferente da nossa realidade. Bem sei que será mais difícil de cumprir mas era algo que gostava que tivessem a oportunidade de saber como é.

Estarmos activamente envolvidos num projecto de voluntariado. Todos os Natais o João (e agora o Tomás) escolhem um brinquedo especial  (e uns outros tantos) para dar na igreja. Dentro do que conseguem perceber, tento explicar que nem todos os meninos têm a sorte deles, e que estes meninos vão ficar muito contentes por receberem brinquedos novos.
Mas quero fazer mais, até porque dar brinquedos e roupa e ajudar no banco alimentar não é propriamente muita coisa. Podemos fazer mais, e gostava que vissem com os seus olhos, sentissem na sua pele que infelizmente há pessoas que não têm a nossa sorte, talvez distribuir sopa, ou cobertores à noite.
Mas sei que terei que esperar ainda algum tempo para isto. 

Trabalhar para perceberem o esforço dos pais, e dar valor ao dinheiro. Trabalhar para ganhar mais dinheiro e poder comprar aquilo que queriam mesmo, ou fazer aquela tão desejada viagem de interrail com os amigos. Trabalhar não a tempo inteiro, mas o suficiente para perceberem o sacrifico, terem noção da responsabilidade, e cumprir horários.  Fazer aquelas trabalhos durante as férias, ou aos fins-de-semana.

Fazer uma sessão fotográfica de x em x anos. Por muitas fotografias que eu tire, nunca é a mesma coisa que um profissional. E quero mesmo recordar o crescimento deles, com boas imagens. Fazer de 4 em 4 anos ou de 5 em 5, para capturar aquelas fases do desenvolvimento, e termos esses momentos registados.


"Apadrinhar" uma criança à distância e manter o relacionamento através de cartas ( para além do envio de ajudas). Escrever e receber as cartas, perceber o seu dia-a-dia e compreender a situação em que vive. Lembrarmos-mos dele nas alturas festivas. Falar dele, conhecê-lo, como se de um amigo se tratasse.



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