O picnic




Num domingo fomos ao Parque da Cidade. Normalmente vamos almoçar a casa de uma das avós, mas nesse domingo por qualquer um motivo, não fomos. Estava bom tempo, quente e sol, e decidimos fazer um picnic. Na verdade era mais um picnic improvisado, nada como se vê nas melhores revistas, nada de cesta de palha com paninho de renda branco, nada de toalha para estender com quadrados e flores, nada de petiscos carinhosamente confeccionados na noite anterior, nada dos contos cor-de-rosa que por ai se vêem

Decidimos que íamos na véspera, já tarde. Os petiscos foram cozinhados carionhsamente plea pastelaria aqui ao lado, croquetes, panados, e rissóis de camarão (mania minha). Os sumos e refrescos gelados e próprios de um dia primaveril foram substituídos por duas garrafas de agua grandes e sumos Um Bongo que eles gostam ( e que tinha no frigorífico). As guloseimas levadas, foram nada mais nada menos do que duas bananas e iogurtes na mini geleira. Guardanapos, e um saco de plástico para pôr o lixo, encheram a mochila que fez vez á tradicional cesta de palha típica e própria destes eventos. 

Não tinha toalha, então peguei numa manta que tinha comprado no ikea em polar. Só levei uma, e devia ter levado duas. E para o efeito resultou.

Levamos bola, dois dinossauros, e uma trotinete, protector solar e chapéus. 
Fomos a pé até ao parque, e quando chegamos já estavam outras tantas famílias a fazer o mesmo. Verdade seja dita, estavam mais bem preparados do que nós. 

Joguei futebol, ou melhor tentei. Os dinossauros fizeram de poste de baliza, e os pês semi-desclaços ficaram vermelhos. Deitamos-nos na relva, petiscamos, corremos, saltamos, bebemos água, petiscamos, deitamos outra vez na relva com alguém em cima de nós, acalmamos os ânimos quando havia uma birrita, íamos atrás de quem fugiu com a bola, corremos atrás de que corria atrás dos patos, comemos, sentamos-nos, deitamos-nos, corremos mais, saltamos mais ainda. 

E depois olhamos para o relógio, e pensamos "bolas, só passou uma hora?"

Verdade seja dita, foi mesmo muito bom. E não é preciso fazer nada muito complicado, nem ter tudo a preceito ou estar horas a tratar de todos os pormenores românticos para embelezar o cenário. A verdade é que as crianças não ligam se em vez de um bongo deveria ter sido uma gelada e deliciosa limonada espremida na hora e servida em copos vintage. Não querem saber se a toalha é aos quadrados vermelhos e com flores azuis, ou em tecido polar. Claro que é mais bonito, claro que sim, levar tudo como se deve. Mas em ultima instância, as crianças querem é rir, correr, saltar, estar connosco.

Fomos só nós, com comidas simples e que eles gostam, passamos umas boas horas. 


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Comentários

  1. Tão simples e tão bom. Não é preciso complicar.
    As toalhas giras e comidas perfeitas ficam para uma próxima....ou talvez não ;)
    Beijinhos

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