(Não se deve) Gritar, com crianças.


À mesa, o João começa a brincar com uma vela, ainda com cera quente e líquida.
"Pará quieto."
Volto a dizer, "Pará quieto!", já num tom de voz mais imponente.
"Pará já quieto!" - acabo de dizer quando a vela entorna e a cera quente e líquida espalha-se pela toalha.
Gritei ( se bem que foi um semi grito, algo entre uma voz elevada e um grito):  "Vês??! Eu não te tinha dito para parada quieto??"

Ele fica calado, olhos no chão.
Desconfio que está a decidir se chora ou se fala.

Nisto, levanta-se e diz:
"não devias gritar! Sou uma criança, isso faz-me mal!"

Vão ser uns anos bonitos vão! E longos.... Muito looooongos!!!!



Adenda: não tenho a maturidade devida e exigida aos pais desta geração para evitar gritar com crianças. Apesar de estar consciente dos traumas profundos e graves que sei que estou a criar naquelas mentes pequeninas e inocentes, não disponho de nenhum mecanismo de auto controle bom para me impedir que a sonoridade da minha voz se eleve ao estado designado de "grito" ou " semi grito". Sim, eu sei, shame on me.

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Comentários

  1. Ora aí está!!! E eu a pensar que era só eu a pensar assim!!! Identifico-me tanto com o que escreve! :)

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  2. Eu também queria conseguir não gritar...
    Quando descobrir como se faz diga-nos 😉

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