Tempo para ter tempo



Todos precisamos de tempo. Todos precisamos de ter tempo para ter tempo.
Eu preciso, tu precisas, até as crianças.

Uma das coisas que tento explicar ao João, agora com os seus 5 anos, e que já consegue compreender bem, é que durante o dia há tempo para tudo.
Há tempo para ele brincar com o pai.
Há tempo para ele brincar com a mãe.
Há tempo para ele brincar com o irmão.
Há tempo para ele brincar sozinho.
E há tempo para a mãe ter tempo para ela, e para o pai ter tempo para ele.
E também há tempo para a mãe estar com o pai.

O que acontecia é que quando dava conta, estava aflita e absorvida com a preocupação de que tenho de brincar sempre e sempre com as crianças. 

Acredito que se dê o máximo da atenção aos nossos filhos. E esforço-me por isso. Brinco com eles, às lutas, aos dinossauros, aos carrinhos, ao faz de conta, aos saltos na cama, fazemos desenhos e doces, pintamos e sujamos (e depois arrumamos). Mas também acredito que quando chegam a uma determinada idade, e 5 anos parece-me ser uma boa idade, também têm que perceber que não podem estar sempre e constantemente a serem entretidos pelos pais.
Têm que aprender a brincar (e não me refiro a ver televisão) sozinhos.  

Acho que as crianças devem estar ocupadas e entretidas. Devem ter actividades fora da escola para brincarem e desenvolverem outras capacidades importantes. Devem brincar com brinquedos, com legos, com plasticinas, com tintas, com carrinhos. Devem chutar à bola, esfolar o joelho, cair na terra. Devem também ver televisão, e inevitavelmente jogar ipads ( e afins). 

Mas nem tudo ao mar nem a terra. 

Também tem que haver um equilíbrio entre o ter muito para fazer e saber estar um pouco sem fazer nada. 



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