A lenga-lenga do Pai Natal vai acabar rápido


A doce ilusão que todas as crianças têm que o Pai Natal vem naquela noite, que vai descer pela chaminé abaixo, que vai comer umas bolachinhas, e deixar os presentes tão desejados para os petizes, cá em casa, desconfio que vai acabar cedo.

A magia do Natal,  do senhor barbudo e simpático, da fantasia dos duendes a trabalharem arduamente lá na fábrica, as renas voadoras, e tudo o ensamble, vai ser sol de pouca dura por estes lados.

O João tem 5 anos, ainda não sabe escrever, mas já reconhece muitas letras, e até símbolos ( como o do FCP, Contiente, Nestle, etc).
Anda já aflito para escrever carta e enviar para o Pólo Norte, pois teme que não chegue a tempo e fique sem presentes naquela noite importante. A verdade é que eu ando a adiar a escrita da carta, não porque tenha muito para fazer, mas apenas porque sempre que se lembra nunca é oportuno, e normalmente é sempre um estratagema para ir mais tarde para a cama. Portanto, ainda não escrevemos a carta.

Estávamos nós a ver fotografias antigas, quando abro a pasta da manhã de Natal, do ano passado. Nisto, eis que surge uma pergunta pertinente:
" O Pai Natal tem a fábrica de brinquedos?"
"Sim"
" Mas ele foi ao Corte Ingles comprar a prenda do Tomás?"
"Huh?"
"Sim! Está ali! Vês! No papel! Cooote Ingglleeez"! Diz apontando para o autocolante muito bem visível no papel de embrulho 
"Hmmm...pois... Talvez ele precisasse de papel e foi lá comprar..."





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