Monkey see, monkey do

Aqui o monkey é o João e o Tomás, o see, foi uma asneira da mamã, e o do, foi obviamente a sua repetição de forma imaculada e perfeita. 
Não costumo dizer palavrões, ou palavras feias como diz o João. Sai-me um bolas, ou raios, mas são raras as vezes que me sai mais do que isso, especialmente se tiver acompanhada por eles. 
Mas, claro, por vezes sai assim uma asneirita. 

Estávamos no carro, num fim‑de‑semana de manhã, e íamos a qualquer lado, seguido de um outro local e depois ainda iríamos a um outro sítio. Três coisas de manhã, que necessitavam de sacos diferentes. 
Já longe de casa, eu a rever mentalmente o que tinha trazido e o que deveria ter trazido, quando me lembro que me esqueci de algo importante. 
"Shiiittt!! Esquecei-me do saco azul"
(Fica sempre melhor em inglês do que português....)

Rapidamente, os dois macaquinhos do banco de trás, que há meio segundo atrás estavam entretidos com os comboios, começam:
"Shiittt" diz um.
"Shiittt" diz o outro. 
 E repetem na perfeição. 

O Tomás que ainda agora começou a falar o seu dialecto próprio, constituído por meias palavras e sílabas engolidas, e uma homogeneidade de sons, consegui repetir com todas as sílabas e todos a fonética de forma brilhante. 


Olhamos um para o outro, eu a rir, ele a olhar-me como de forma a dizer "vês! Tens que ter atenção!",  e os dois macaquinhos a repetir lindamente a aula aprendida. 

Monkey see, mini monkey and baby monkey do!

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