Estudo | divórcio após a chegada do bebé

Infelizmente, é frequente ver um casal divorciar-se pouco depois de um filho ter nascido. É um choque para a maioria das pessoas, pois eles até se davam bem e até namoraram muitos anos sem problemas, e tudo parecia correr às mil maravilhas. 


Não é segredo (embora seja um pouco tabu), que a chegada dos filhos complica a vida dos pais, e alguns relacionamentos não aguentam a tensão nem a grande transição. 
São poucos os que conseguem afirmar com toda a sinceridade que, enquanto casal, não sofreram grandes alterações. As mães perdem-se numa nova identidade e são absorvidas por completo pelo bebé, os pais queixam-se da falta de atenção, alguns ignoram as suas novas responsabilidades e atribuem por completo a árdua tarefa de cuidar do bebé à mãe. A falta de tempo é sentida pelos dois, a privação de sono começa a ser pesada, e as novas rotinas ainda não estão mecanizadas. 

Infelizmente, sofremos todos, e pode demorar algum tempo a que tudo de encarreire novamente. 

Vi este artigo sobre o porquê de muitos relacionamentos terminarem quase logo após o nascimento do primeiro filho. Segundo a Dra. Carla Marie Greco, (PhD and Clinical Psychologist) eis aqui algumas razões. 

Nota: O que a seguir se apresenta é uma tradução livre de parte do artigo original.

Quantos casamentos e relações  terminam após o nascimento de um bebé?

Segundo o Relationship Research Institute (Instituto de Investigação sobre Relacionamentos) em Seattle, três anos após o nascimento do bebé, aproximadamente dois terços dos casais verificam que a qualidade da sua relação diminuiu; cinco anos após o nascimento do primeiro filho, 13% dos casamentos terminam em divórcio para os que se casaram aquando do nascimento da criança. 
A frequência da dissolução após 5 anos aumenta para 39% para os casais que viviam juntos aquando do nascimento do primeiro filho. 

As estatísticas do CDC apontam para um cenário ainda mais negro: as estatísticas do CDC para 2014 relacionadas com o casamento mostram que apenas 1 em 15 primeiros matrimónios resistirá 10 anos. Caso não haja nascimento de filhos durante o casamento, a taxa de sobrevivência do casamento aumenta para 27%. Se um nascimento ocorrer durante os primeiros sete meses do casamento, a probabilidade de sucesso deste é de 1 em 13. Se um bebé nascer após 8 meses de casamento, a probabilidade é de 1 em 12. 

Quando um bebé entra na vida de um casal, traz também mais stress e pressão. Num relacionamento saudável, o casal, sentido este stress, tem tendência a apoiar-se mais um no outro, e toma consciência de que a discórdia e a tensão são o resultado do aumento das suas responsabilidades e deveres. Em geral, quando é "apenas" o stress originado pela chegada do novo bebé, tudo melhora drasticamente quando o casal começa a dormir mais e melhor e a passar mais tempo junto (fazendo assim renascer o sentimento de união e proximidade já existente). 
Os sinais de problemas fortes no relacionamento são patentes quando existem fortes desvios comportamentais que tendem a durar. Estes sinais de aviso são: zangas constantes, evitar-se um ao outro e o lar (por exemplo, dormir fora de casa, chegar tarde, saídas frequentes, recusa de fazer tarefas associadas ao bebé, ingestão de substâncias, etc. etc.).

Mesmo os casamentos mais saudáveis sofrem pressão com a chegada de um bebé. Se o casal começa a considerar o divórcio durante a infância do bebé, recomendo recorrer a ajuda externa (imediatamente). Mesmo os recém-pais mais bem preparados não conseguem prever quais as mudanças drásticas nas necessidades, nas imposições e nas pressões que vêm acompanhar o bebé. Quando o caminho começa a ficar com obstáculos a mais que o casal não consegue contornar com os habituais mecanismos, a ajuda externa pode ser muito benéfica. Quer seja um terapeuta, um psicólogo, um padre, ou um grupo de apoio, procurar ajuda durante este período de transição mais intenso pode ajudar o casal a conseguir evitar o divórcio. 

Marquem uma noite de saída a dois. Mesmo antes de o bebé nascer, comprometam-se a arranjar tempo para o casal, marcando com antecedência e de forma regular um tempo para os dois, só os dois (podem fazer exercício juntos, jantar, ir ao cinema…). Os casais precisam de fazer do seu casamento uma prioridade, especialmente quando o bebé chegar. 

Mantenham-se juntos. Lembrem-se de que é preciso uma parceria e cumplicidade para criar um bebé. As parcerias têm mais sucesso quando a colaboração, o respeito mútuo e a consideração fazem parte da lista de prioridades. Os casais que se conseguem abstrair das coisinhas pequeninas e que se focam nos aspetos fulcrais (a saúde do bebé, a importância do casamento, de criar um lar, com conforto e amor) tendem a ser os casais mais felizes. 

Ao escolher fazer um bypass e relativizar as pequenas coisas (como o aumento da roupa para lavar, não ter visto o jogo na televisão, não sair com os amigos), os objetivos de longo prazo ficarão mais definidos e centrados. 

Encontrem ajuda. É sempre uma boa ideia ter uma ajuda regular para dar apoio na altura de uma grande transição de vida. Quer seja através de amigos, grupos de apoio, terapeutas, ou outros, ter um lugar onde se possa partilhar e desabafar vale ouro!

Fonte: Babble.com
Imagem: pinterest

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