Os filhos e o casamento



Post antigo, repescado a pedido de uma amiga...

( Desde de há uns tempos para cá que ando a pensar muito na questão do casamento e nos filhos e no que leva um casal a querer seguir caminhos diferentes. Não que seja comigo, mas já vi com outros e de uma certa maneira afectou-me, abalou-me e fiquei - muito - triste por eles. Acho que o acto da tomada de decisão, aquele instante, deve ser algo avassalador e muito complicado de fazer.) 


Dizem que tudo muda quando vêm os filhos, que o casamentos ou a relação sofre drásticas alterações e que os pais como seres individuais também mudam. 

Não falo das óbvias mudanças corporais nem o facto de num dia para o outro somos transformados de mulher / homem para mãe / pai, uma condição irreversível e que altera a nossa vida em todos os sentidos, profundidade e princípios.

Não é fácil trazer uma criança e cuidar dela o melhor que queremos e sabemos. Não é fácil e por vezes pode ser tumultuoso conjugar a nossa nova identidade, com a antiga, equilibrar o dantes e o agora. 

As mulheres sofrem muitas alterações, uma delas é a enorme pressão que sentem para serem boas mães e boas esposas / companheiras e boas profissionais. 
Comigo, a chegada do meu primeiro filho foi muito boa, mas também foi difícil. Foi difícil e senti-me que me perdi no meio de tantas coisas novas. O bebé mesmo sendo (felizmente ) saudável, grande e gordinho, era um recém-nascido e precisava de mim. Nunca tinha sentido isso, uma responsabilidade avassaladora de ter um ser minúsculo e indefeso (totalmente indefeso) e que só dependia unicamente e exclusivamente de mim, sempre, a todos os minutos, dia e noite. Era asfixiante.

A minha péssima recuperação também não ajudou, e o dar de mamar foi muito complicado. Acho que o que foi mesmo difícil foi o sentir que eu, Marta, a Marta de há um mês atrás, a Marta de há 28 anos atrás, já não sabia onde estava. Não tinha tempo, tempo para nada que não fosse cumprir com as necessidades básicas de higiene e alimentação. O viver em função de um bebé, foi para mim difícil de viver. 

O meu marido sempre ajudou muito, e fazia tudo o que eu fazia ( ainda hoje faz), mas desconfio que também teve uma adaptação inicial difícil. Lembro-me uma vez no fim de almoço ele levantou-se da mesa e foi para a sala ver televisão com o meu irmão. Lembro-me de pensar que também queria ir ver televisão mas o bebé tinha começado a chorar e era hora de dar o biberão. Lembro-me de pensar que no fim do biberão era a hora de mudar a fralda, e depois de isto e depois de aquilo, e voltava novamente ao biberão. Lembro-me de pensar que nunca iria sair desta roda viva de afazeres de coisas para o bebé, e o João estava a ver televisão, e eu também queria.

Ele dizia para eu fazer coisas, sair de casa, ir ali ou acolá, mas eu sentia que não conseguia pois tinha o bebé e também achava que não tinha sítio nenhum para onde ir. Comecei a pensar que os pais não vêm os filhos nem sentem a mesma responsabilidade que as mães, e que por eles, os filhos estavam automaticamente sempre (bem) entregues á mãe. 

A situação da televisão (ou algo semelhante) repetiu-se até que um dia o João deve ter-me visto mesmo em baixo e insitiu muito para eu sair de casa. Eu não queria, pois não tinha sítio para onde ir, e o que queria era mesmo ficar uma ou duas horas a ver televisão ou dormir. Ele insistia e eu dizia que não, e começou a conversa a ficar num tom mais alto ( e eu sem dizer o que queria mesmo dizer). Deves fazer isto, deves estar com as tuas amigas, deves isto ou aquilo, e eu só pensava como? Não posso deixar sempre o bebé com a minha mãe. Até que dou por mim dizer " mas tu não me dás hipótese de eu fazer isto ou aquilo", disse isso e disse tudo o que há deveria ter dito antes, que quando chegava a casa fazia as coisas dele e não incluía por iniciativa própria as coisas do bebé, que dizia que ia ali ou acolá e esquecia-se que o bebé tinha horários e rotinas, e tinha que ser alimentado e e eu sentia ele deixava o bebé entregue a mim, apenas a mim. 

Ficou calado e surpreso. Acho que ele ficou pasmado, pois na sua cabeça não fazia mais porque eu não deixava ou não podia. Ele pensava que estava a fazer o que eu queria, que estava sempre disponível, mas eu via as coisas de um outro prisma.  Ele dizia que lá por chegar a casa e fazer isto ou aquilo da sua vida, caso eu dissese para tratar do bebé, trataria e assim eu descansava. E eu sei que sim, mas o que eu queria era que não fosse preciso dizer ou chamar. Não queria ser aquela chata de estar a chamar ou dizer olha o bebé, é preciso isto ou aquilo. Queria que fosse automático e de iniciativa própria, para que não sentisse que era tudo a minha responsabilidade. 
As coisas mudaram a partir daí e vendo bem foi uma boa conversa. 

Quando o meu segundo filho nasceu, não foi difícil entrar novamente nas rotinas de um recém-nascido, e desta vez a máquina estava muito bem oleada. Não foi difícil voltar a acordar muitas vezes durante a noite e cuidar de um outro bebé. Trabalhávamos (outra vez) em equipa. 

O mais complicado foi o tempo, ou a falta dele. 

Se já dantes só com o João sentia que éramos uma família, com o Tomás foi a consolidação desse sentimento. A nossa casa era a casa deles, uma casa de família, onde eles viviam e crescíam. 

Mas o tempo, ou a falta dele, foi difícil de digerir. 
E acho que sentimos os dois, mãe e pai, marido e mulher. 
Quando um dormia o outro acordava e nós também queríamos descansar (corpo e cabeça).

Não sei se se passa o mesmo com as mulheres, mas penso que é algo mais visível nos homens. E os (poucos) homens que me lêem, peço desculpa, mas se pensarem bem, poderão vir a dar-me alguma razão. 
Pode ser com o primeiro ou com o segundo filho, mas vi em todos os que conheço, uns mais do que outros, uma espécie de receio de perderem a sua identidade. Identidade de homem, marido, amigo, nostalgia dos tempos áureos da sua distante juventude, e um aumento exponencial de querer e de precisar de ter tempo para si próprio. 
Começam a surgir os programas com os amigos, que podem ser só um simples jogo de futebol marcado religiosamente todos as semanas, ou em casos mais extremos jantares, saídas e fim‑de‑semanas com os amigos. 
Acho que a mulher diverge no sentido oposto (e atenção não estou a críticar nem elogiar, apenas a constatar a minha perspectiva). Se para a mulher o sentido de responsabilidade e dedicação á família é enraizado (e não digo que abraçam isto cheias de felicidade e de bom grado, pois por vezes é difícil e esmagador), acho que nos homens numa determinada altura, eles ficam meios perdidos sem saber o que são, sem querer dizer adeus ao passado e nem olá ao futuro. 

A falta de tempo e a necessidade de o recuperar pode prejudicar muito um casamento / relação. E é normalmente aqui que começam os problemas. Estudos dizem que muitos casamentos chegam ao fim passado 5 anos após o nascimento dos filhos, outros dizem que é 5 anos após o inicio do casamento, e muitos outros tantos referem que a chegada dos filhos complica muito (ou acaba) com uma relação. 

Penso que um filho abala uma relação, e se não estiver bem alicerçada pode mesmo ruir. Não se pode bater a porta e fugir como se de um namoro tratasse, ou não atender as chamadas e andar um dia sem falar nem o ver,  e por vezes é mesmo isso que nos apetece. 
Não se ama o nosso marido/companheiro da mesma forma que amamos no primeiro dia de namoro e no de casamento. Até porque nessa altura os problemas que tínhamos eram de uma maneira geral superficiais  e resolviam-se com miminhos e beijinhos. Amamos de uma maneira diferente, mais estruturada e mais madura, e há altura em que vamos mesmo "não gostar" da pessoa com que estamos a discutir. Mas não deixamos de amar. 
Há alturas em também essa pessoa vai fazer algo que não esperávamos e que nunca fez, e ficamos a pensar que na verdade não o conhecemos. Depois faz algo que consideramos de egoísta, e pensamos mesmo que não o conhecemos.
E (é tão mais fácil de) deixamos de comunicar e falar. 

Mas um casamento, uma família, é um projecto de vida, que de fácil nada tem, mas muito gratificante e muito recompensador. Um casamento não sobrevive sem comunicação nem diálogo. É preciso conversar, identificar causas e consequências, dizer, e acima de tudo saber ouvir. Vamos ter que ceder quando não queríamos, dar o braço a torcer quando achamos que não deveríamos e ignorar o nosso orgulho próprio uma vez ou outra. Fazemos sacrifícios. 
Mas a outra parte também os faz, os mesmos que nós ou até mais do que nós. E temos mesmo que saber identificar e reconhecer isso. 
Mas também penso que é preciso muita determinação dos dois, do marido e da mulher, do pai e da mãe, para fazer com que tudo funcione. Além de ser necessário amar o outro, uma condição importante mas não exclusiva, é preciso também preservança, teimosia para não desistir e muita (mas muita) comunicação. 

Não pretendo dar uma lição de moral, nem falar de alto no meu pedestal. Tenho receio que um dia seja eu, sejamos nós, sem falar nem comunicar. Sem ouvir nem saber reconhecer as coisas boas. E por isso agarro-me ao que de bom temos e vivemos e no meio das nossas (im)perfeições somos felizes, com filhos saudáveis e felizes, que cantam e dançam pela casa, e nós partilhamos os (bons e maus) momentos e a nossa vida.
Sim, somos felizes, os 4. Temos tudo. 

Foto: open our eyes photography via pinterest


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Comentários

  1. Respostas
    1. Muito obrigada caro anônimo. Muito obrigada mesmo.

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  2. Concordo inteiramente! Revi-me em muitas das suas palavras e fez-me sentir menos "sozinha" e incompreendida. Um abraço- pq se abraça quem nos dá conforto- conforto nas palavras. Sandra A.

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    1. Obrigada Sandra, é uma sensação boa ter alguém a dizer me que as minhas palavras de uma certa forma trazem conforto. Obrigada pelo abraço, e obrigada pelas palavras. Um beijinho

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  3. Podia ter sido eu a escrever este texto. Tal-e-qual! Fantástico!

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  4. É que não temos que pedir ajuda. O filho é dos dois e as tarefas devem ser dividias. Just that!

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  5. No entanto (e eu prometo que é a minha última intervenção), o meu pequeno tem 14 meses e, para eu sair para correr e o pai ficar com ele, parece que estou a fazer uma coisa que não devo... Como é que isto se explica?

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    1. Chama-se culpa, e nós brilhantes nesse aspecto, sentimos culpa de todo e mais alguma coisa, muitas vezes irracionais e sem lógica. Acho que não desaparece, mas talvez aprendemos a lidar melhor com o sentimento de culpa que temos. Obrigada pelos comentários. Beijinhos

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    2. Tinha mesmo que comentar desta vez :) somos mesmo brilhantes na culpa, não há qualquer dúvida. Mesmo com maridos a incentivar tudo e mais alguma coisa... Que se há-de fazer? :)

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  6. Escrevi um comentário enorme, cara Marta, mas parece k foi à vida quando o submeti. Ora, tal como as outras senhoras, já não me sinto tão sozinha e incompreendida. Estamos a passar por um mau bocado, tal como escreve em vários passos do texto. Sinto-me exausta com discussões. Todos os dias tenho de repetir para mim que tenho de ter forças para fazer a minha filha feliz por mais exausta k esteja. Deixei o meu trabalho para ser mãe a tempo inteiro, decisão da qual não me arrependo, mas eu não tenho parado. O meu marido ajuda-me, mas sinto k deixou de haver aquele amor um pelo outro. Não sei o k fazer. Sou eu quem puxa conversa, sou eu kem anda atrás para resolvermos esta situação, mas falha tudo. Mas pronto, Marta, obrigada pelo seu texto. Caramba, sinto k há pelo menos alguém k virtualmente está comigo.

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    1. Um beijinho de força, e lembre-se que vem dias melhores. Espero vê-la por aqui mais vezes. Obrigada

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  7. Concordo a 100%! É verdade que temos a nossa quota parte de culpa porque não falamos e eles subentendem que queremos fazer tudo sozinhas. E como somos peritas no sentimento de culpa, deixamos andar... Por outro lado, também temos de os desculpar porque, na maioria das vezes, foram educados a ver as mães a fazer tudo e os pais a estar um pouco alheados nas tarefas de tratar de um filho. Mas aos poucos, com o diálogo tudo melhora. E com o crescimento dos bebés e a sua maior interacção com eles passam a ficar todos babados e a quererem vestir-lhes o pijama ou deitá-los para dormir. Cá em cada foi o que aconteceu :)

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    1. A comunicação e dizer exatamente o que queremos, sem rodeios, é fundamental. O não que afinal é um sim ou um eu faço mas que deveria ser "faz tu" têm que ser ditos e evita muita confusão.
      Obrigada pelo comentário, um beijinho
      M

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  8. "Asfixiada" é exatamente a palavra que usaria para descrever os primeiros 3 meses de mãe. Como amamentei em exclusivo, sentia-me sempre presa aos horários e rotinas da bebé, e receio que tenha tido um principio de depressão pós parto. Chorava todos os dias e só me apetecia fugir. Mas eu cá sabia para aonde ir: cinema, lojas, cafés. Acho que nisto sou mais como os homens que descreves no artigo, eu não queria deixar a minha vida antiga, mas tb não queria deixar a bebé. Foi algo mt dificil de conjugar mas lá acabei por dar algumas voltas de 1h a 3h fora de casa, sem a baby, que me valeu como ouro!! Penso que para o 2º não irei sentir este "luto" pela vida antiga.

    Senti-me mt cansada psicologicamente pq eu sabia q precisava dormir quando ela dormisse mas a minha necessidade de fzr algo q nao envolvesse cuidar de um bebé era grande demais, e daí eu nao conseguia dormir pensando que poderia tar a fzr outra coisa qualquer como ver televisao, ler um livro, escrever, ou simplesmente conversar com amigos ou no facebook. Ou seja, eu ficava tb fisicamente exausta, sem paciencia, em constante stress e ansiedade. Dps ela foi uma bebé q nao adormecia facilmente, e eu mais nervosa ficava pq so pensava "oh va la, dorme pra eu puder fzr alguma coisa! Dorme rapido antes que seja outra vez hora de amamentar!! va, dorme, dorme, por favor DORME" Foi mt dificil conciliar estas coisas todas, mas felizmente foi uma fase q passou.

    Quanto ao pai/marido, sinto exatamente o q descreveste: iniciativa própria para cuidar do bebé era nula...alias, msm dps de lhe dizer isso não costuma ser mta, até hj preciso de dzr faz isto, faz aquilo, olha isto, olha aquilo...é cansativo mas é melhor do q ficar calada e não posso exatamente reclamar pq ele ate faz. Só nao faz mais pq a minha filha sempre foi mt mais chegada a mim, msm hj com 2 anos, e dormir por exmeplo chora q se descabela se nao for cmg.

    Enfim, sao coisas de quem é mae e nao voltaria atras :)

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  9. so mais uma coisinha...as tarefas têm q ser divididas sim, mas custa quando o bebé quer estar connosco e nao com o pai e chora por nós :(

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    1. O sono cá por cada foi e as vezes ainda é um tema muito sensível, pois o João ( filho mais velho) a ortir dos 5 meses recusava-se a dormir e acordava de 30/30 min. Isto durou muito (mas muito) tempo... Felizmente também é uma fase que já passou e agora dormimos todos bem.
      Os primeiros meses, são agri-doce. Muito bons e muito difíceis, e quase todas passamos por isso. A parte boa é que o tempo passa (devagar, devagarinho), mas lá vai passando e as coisas melhoram.
      Obrigada pelo desabafo e um grande beijinho.

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  10. 100% verdade... Sou mãe de 1a viagem e apesar de ter estado sempre rodeada de crianças, custou-me muito os primeiros meses e ainda custa... Vivo a correr de um lado para outro e muitas vezes não tenho tempo para nada... As suas palavras reconfortaram-me bastante, senti-me compreendida...

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  11. Marta, é mesmo assim!! é tudo uma adaptação, e o principal é mesmo a conversa transparente! Felizmente, cá em casa temos um pai que é exímio na conversa... e não me deixa ficar "calada" muito tempo! Ajuda mesmo, quando temos tudo esclarecido!! :) beijinhos!!

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    1. Obrigada Diana, um beijinho grande para ti tb!!

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  12. mas por vezes há mesmo casos em que o melhor mesmo é cada um partir para o seu lado e procurar uma vida que o/a faça feliz, quando é apenas uma das partes a remar anos a fia o barco da relação, da vida conjugal, quando a comunicação existe e apenas há a boa vontade passajeira da outra parte, quando se está mais sozinho que nunca apesar de supostamente se ter alguém ao lado, aí, depois de se esgotar a alma, a paciência, a compreensão, a página precisa ser virada, porque a vida é tão curta, tão efémera para se viver contente com muito pouco, sem se saber o que é ser feliz, sem se saber o que é partilhar a vida, falo de experiência própria, sei muito bem o quanto é penoso quando se tem de desistir, mas garantidamente todos merecemos ser felizes! Adorei o texto! Excelente testemunho.

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  13. Revejo-me completamente neste post... afinal não sou so eu assim... q alívio. Ainda ha esperança para o meu casamento. Obgd Marta :)

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  14. Obrigada por estas palavras. Sou mãe de uma menina linda que nasceu há 7meses e meio, até agora tenho sido mãe a tempo inteiro porque ainda não voltei ao trabalho e digo lhe neste momento estou exausta..a minha bebé tem grande dificuldade em dormir primeiro era mais de dia agora também é à noite. Ser mãe é maravilhoso mas ao contrário do que eu pensava é MUITO cansativo. E sim a relação do casal é abalada e muito, com uma criança que chora constantemente é difícil sentir disponibilidade para mais alguma coisa. Os primeiros 3/4 meses foram uma loucura, ao ponto de achar que ia enlouquecer, depois melhorou e agora há um mês que dorme horrivelmente mal o que muitas vezes "suga" toda a minha energia. Às vezes sinto que as pessoas olham para mim como "paranóica", também eu olharia se visse noutros mas Deus pôs-me à prova e deu-me uma filha que beleza não lhe falta mas ensina-me todos os dias que ter filhos é um desafio para a vida é quando não se tem a família por perto para dar uma ajudinha então é um Super Desafio :-)

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  15. escrevo como homem/marido. sem discordar da perspectiva do texto, denoto uma coisa simples, os homens não sabem, ou não conseguem abstrair-se de determinados dogmas ( mudar fraldas, dar o biberão, brincar ao príncipes e princesas, etc..), não por má vontade ou afastamento, mas simplesmente porque consideram que as mulheres/mães comandam e orientam melhor esse lado mais pratico. É cansativo, é com certeza, a minha filha só adormece comigo, sei disso, e a meio da noite pior. Mas pense por outro lado, qual é o mal de pedir para fazer isto ou aquilo? É cansativo porque? Se determinada tarefa ou afazer é feita, qual a importância de saber quem pediu a quem para a fazer? Podemos sempre pensar de outra forma, as mulheres/esposas/mães tem preocupação das tarefas dos filhos, mas não a responsabilidade, essa tem que ser partilhada, por outro lado os homens/maridos/pais tem a preocupação com outro tipo de tarefas que entendem ser mais do seu agrado. O projeto é de família, um todo, e não querendo ser juiz da moral, os programas com os amigos, os fim de semana, etc, não são mais do que desculpas para fugir, não da preocupação mas da responsabilidade, e é ai que o mal começa. De qualquer forma, gostei do texto, mesmo sendo homem/marido/pai.

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    1. Caro homem/marido/pai anônimo, primeiro queria agradecer-lhe pelo comentário. Normalmente são só mulheres que respondem, e sense este um blog escrito por um mulher, acabamos por só ter uma perspectiva, um lado para analisar.
      Por vezes nós queremos que sejam os pais/maridos a comandarem, a tomar as rédeas, e libertar um pouco desse peso que é a responsabilidade. E depois ainda há o estigma que as mulheres são chatas , e ninguém quer ser chata. Concordo consigo quando diz que os problemas começam quando se quer fugir das responsabilidades.
      Comente mais vezes, precisamos por vezes de agitar as coisas por aqui.
      Marta

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  16. Genial! Revi-me completamente, não o teria dito por melhores palavras. Obrigada.

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  17. Muito muito bom!
    Obrigada pela partilha. Revejo-me tanto tanto nela...
    Obrigada
    AJ

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  18. Eu acho q os homens são crianças grandes. E não há discussão ou conversa que vá alterar grande coisa. Se fossem fiéis pelo menos, mas nenhum é. É duro mas é verdade.

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  19. Como me revi no seu testemunho. Obrigada por partilhar!

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