O castigo de forma correcta e educativa | 10 passos

É sempre uma dúvida grande que temos, quando e como ( e se efectivamente deveremos) pôr os nossos filhos de castigo. 
Os pais que não concordam com o castigo utilizam outras técnicas de educação consideradas mais modernas e livres, usando outras abordagens mais "positivas" para alcançar o mesmo resultado, o de a não repetição do evento.
A meu ver, o castigo tem que ser ponderado e equilibrado para o sucedido. Não se coloca um bebé que não entende em castigo, nem se dá um castigo gigante para uma coisa tão pequenina ( ex: não ver televisão durante uma semana porque não obedeceu aos pais à primeira vez). Nem 8 nem 80, e temos que ser equilibrados.
E mesmo assim, no nosso entender, há situações em que as crianças não devem ser castigadas, como também há situações graves que devem ser faladas e compreendidas pela criança.
Podemos concordar ou não com a totalidade do artigo, mas dá sempre para ver e aprender novas abordagens e perspectivas.
10 dicas para castigar os filhos de forma correta e EDUCATIVA


1) Explique os motivos do castigo

Os filhos precisam entender o motivo do castigo e não acharem que estão sendo punidos por autoritarismo ou irritação dos adultos. Os filhos precisam entender que o castigo é consequência de algo que eles mesmos praticaram e que os pais não têm prazer em castigar. A criança precisa entender o que motivou a perda para poder pensar em uma estratégia para evitar que aquele mau comportamento seja repetido.

2) Preste atenção nas suas palavras

Fale sempre com objetivo e rigidez, olhando para a criança e fazendo com que entenda que você está chateada com a tal atitude e não propriamente com ela. Portanto, lá vai uma dica: nunca diga “Como você é feio”, e sim, “Que coisa feia você fez”.

3) Não bater JAMAIS

As famosas “palmadinhas” não são bem-vindas na educação da criança. A agressão provoca raiva e medo. E é justamente o medo da agressão que fará a criança não repetir a atitude errada e não por que ela compreendeu as razões da punição.

4) O castigo deve ser imediato

A criança pequena deve ser repreendida logo em seguida ao mau comportamento. Mas tome cuidado com essa dica, pois o castigo não deve ser aplicado na presença de outras pessoas, uma vez que a existência de público o tornaria mais humilhante.

5) Não aplique o castigo na hora da raiva

Tenha sempre calma, não grite. As crianças se acostumam com os gritos e isso não mais as assustarão.

6) Seja firme

Cuidado para não se “desmanchar” com choros e chantagens depois da decisão tomada: não volte atrás, a criança poderá usar essa arma para se livrar dos castigos sempre.

7) Castigos justos

Não exceda os limites do que é razoável. Pense se realmente é necessário um castigo naquele momento para que este não se torne algo banal e perca a credibilidade. O castigo deve ser ainda proporcional ao ato cometido e não ao estado de humor do adulto naquele momento.

8) Os castigos de longa duração de tempo não funcionam

É preferível deixar a criança sentada por 5, 8 ou 10 minutos do que por uma hora, pois logo após 10 a 20 minutos a criança, como ser lúdico que é, começa a se distrair com seus pés, suas pernas, seus cabelos e até esquece que está de castigo.

9) Aplique o tempo correto no castigo

Recomenda-se calcular o tempo do castigo da seguinte forma: um minuto de castigo por ano de vida da criança ou adolescente. Não se esqueça que as noções de tempo do adulto são diferentes das percepções da criança. Para uma criança, 60 minutos podem ter a sensação de duração de 5 ou 6 horas. Em relação ao tempo, os adolescentes também possuem uma percepção temporal diferente da dos adultos: eles começam a se distrair com seus pensamentos e se esquecem do castigo.

10) Cuidado com as ameaças

Jamais ameaçar e não cumprir, portanto cuidado com o que anunciar que será feito.

texto e foto retirado daqui.

Ver mais posts sobre educação e desenvolvimento dos bebés e das crianças, ver aqui



Comentários

  1. E a partir de quando é que será que eles entendem? O meu tem 14 meses e já arma birra quando é contrariado. Fico doida quando me tenta beliscar a olhar-me nos olhos, ou me puxa o cabelo. Já percebi que não vale mesmo a pena a palmadinha (parece que se sente mais incentivado a responder) mas confesso que as vezes lá sai uma ou outra (mas ele n sente nada!). Também me sai um "não!!" mais alto que o que eu queria... O que aconselha?

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    1. Acho que não sou a melhor pessoa para responder,...., o Tomás agora com 23 meses está a testar os limites dele. Nós fazemos o mesmo que fazíamos quando ele queria mexer em tudo e deitar ao chão tudo. Seguro na mão dele, digo não com calma e num tom de voz constante e repito sempre até ele parar, claro está que por vezes não fico assim tão serena e tranquila a fazer isso, e ele tira-me do serio, e insiste e é teimoso. É um jogo de pacinecia e de teimosia, e as vezes também dou por mim mais exaltada do que deveria. Mas , vimos que se repetíssemos sempre o mesmo, e tentar ficar calmos, começávamos a ver resultados ( ainda que demorem um pouco a aparecer).
      O tao-tao, a chamada palmadinha, por aqui por vezes também é aplicada no rabiosque almofadado ( o texto foi retirado integralmente do referido site, e por vezes não reflecte a minha opinião na íntegra). Não para magoar nem doer, mas para ele percebe que não se faz. Tento não usar mutio, a serio que tento, mas as vezes lá me sai.
      O difícil é mesmo manter a calma ( para mim) e ter que repetir dezenas e dezenas de vezes... Boa sorte e beijinhos

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