O que eu aprendi por ser uma Mummy blogger

                                                                      
Comecei o blog há pouco mais de uma ano, pouco depois de o Tomás ter nascido, e de eu ter passado quase um mês em descanso "forçado" e a ler muito no iPad. Foi aí, neste meu "descanso" quase imposto que conheci o mundo dos blogs, que tive o primeiro contacto com a blogosfera, e que me apercebi que eram todos virados mais para meninas do que para meninos. 

Ora, eu já tinha um menino, de três anos, e outro já quase quase a nascer, e queria ter um lugar para troca e partilha com outras mães de meninos. 
Iniciei o blog, e muitos sabem que foi um inicio camuflado, ou à "paisana" como já afirmei. Assinei com o meu nome de casada, que na verdade pouco uso, e poucos me reconhecem. Mas à medida que ia crescendo, foi difícil continuar e quis me "assumir". Para espanto de uns, confirmação de outros, assumi o meu nome, a minha fotografia, e os meus dois pequenos índios. 
O blog evoluiu muito desde do seu inicio, e não me refiro apenas ao número de visitas. Começou por ser mais familiar e do dia-a-dia, mas hoje aborda temas mais centrais como questões de saúde, questões do foro familiar, e problemas com que me deparo no dia-a-dia. Mas uma coisa é certa, falamos apenas de meninos, e do universo azul que eles trazem consigo. 

Era mais fácil escrever quando andava a paisana, não assumida, e não identificada. Mais fácil pois não temos o peso da globalidade da internet, das opiniões e dos julgamentos. Não pretendo agradar a gregos e troianos, mas também admito que não gosto de haters. 

Hoje, perante o número diário das visualizações ao blog e com ajuda do Google analytics, sei que sou lida nos quatro cantos do mundo, sei que há quem goste, e sei que há também quem não gosta. Abrir as portas da minha casa e família ao mundo não é fácil, daí ter optado por escrever menos sobe o dia-dia (que na realidade não é assim tão interessante) e focar temas mais transversais, na realidade depende do meu estado de espírito. Consegui encontrar o meu equilíbrio, e encontrei ou descobri que há tantas mães com situações e emoções iguais às minhas. Mães que depois de me lerem, comentam, dão feedback, contam um pouco de si e da sua história, e confiam. E por isso, obrigada!

Mas então o que aprendi neste último ano de Mummy blogger?

Não sou a a única 
Muitas vezes antes de começar a escrever sobre um determinado tema, ou questão com que me deparo, penso que é um tópico pateta, e que mais ninguém tem estes problemas. 
E há vezes até, que apesar de querer mesmo escrever sobre dado assunto, começo a adiar e a arranjar outros temas para o substituir. Sempre com medo de que pensem "é maluca, com certeza", ou "que coisas estranhas acontecem naquela casa...". 

Mas depois lá sai um post, a receio meu, e que se torna viral, com imenso feedback, mães a dizerem "comigo passa-se o mesmo", ou "cá em casa foi assim" e "fizemos desta maneira e correu bem". E eu vejo e confirmo as minhas dúvidas, os meus receios, os meus medos e problemas, já foram de uma outra mãe, já se passaram noutra família, com situações ainda mais graves ou melhores, com outros resultados, mas que acima de tudo são NORMAIS!!!
Está foi a melhor lição que aprendi, os meus medos são universais, e as mães falam uma linguagem também ela universal. 


                                            

Não há um estilo de "parenting" melhor ou pior 
Tirando questões óbvias de maus tratos e maus pais, acredito que não há uma melhor ou pior maneira de sermos pais. 

Quando somos pais pela primeira vez, podemos cair no erro de acharmos que sabemos sempre tudo, e que fazemos ou somos melhores que os outros. Errado! Não há melhores pais nem piores, somos todos bons. Todos temos maneiras diferentes de fazermos as coisas, rotinas diferentes, horários mais cedo ou mais tarde, mas todos fazemos o nosso melhor, e da melhor maneira que sabemos. 
Todos queremos o melhor para a nossa família, todos queremos muito amor, muita saúde, e já agora muito dinheiro. 

Através de outros blogs, de comentários no facebook e de emails enviados, vi e aprendi que há tantos estilos diferentes do nosso e que produzem resultados igualmente eficazes. 

Ser mãe / pai não é uma corrida
Os nossos filhos não são melhores que os outros, ou estão mais atrasados que os outros. 
Cada criança tem o seu próprio ritmo, o seu próprio desenvolvimento e cada criança é diferente das outras. Todos chegam ao próximo marco, todos vão dar o primeiro passo e todos vão falar correctamente. É uma questão de tempo, e de paciência dos pais.  

Não sou especial
Não sou especial nem os meus filhos são especiais, e o que se passa cá em casa, repete-se dentro de todas as casas com filhos pequenos.  As habilidades que desenvolvem são iguais às dos outros meninos, e as minhas conquistas e triunfos são iguais às de tantas outras mães, as birras iguais, e as brincadeiras iguais.
Nem eu sou especial, como também as outras mães não são especiais. Somos mesmo todas iguais, com as mesmas preocupações e atenções.

Portanto, quando publicar uma habilidade ou conquista nova alcançada cá em casa, em que dê a entender que é algo inédito no mundo infantil, gostava que também me deixassem um comentário de algo semelhante em vossa casa. Assim, partilhamos as coisas boas e as coisas más, tornando a experiência em algo especial. 
              

Não tenho todas (ou nenhumas) respostas
Não tenho nem quero ter. Aliás se tivesse todas as respostas sobre tudo e mais alguma coisa, partilhava com toda a gente e teria um blog com imenso sucesso. Decidi que não critico outros estilos de "parenting", pois acredito mesmo que fazemos o nosso melhor na medida em que podemos e sabemos como. Tento mostrar várias alternativas às várias questões, métodos diferentes para alcançar os mesmos resultados. Por vezes partilho a minha experiência no assunto, e quando correu mal assumo a minha responsabilidade (e traumas, como o caso do "sono", um tema delicado cá em casa).
Não sei mais do que os outros, e muitas vezes até sei menos. 

As vezes quando sai um post mais "polémico", recebo muito emails ou mensagens de outras mães com partilha de experiências, a pediram-me sugestões, ou até a darem- me sugestões. Gosto imenso de ter este feedback, e aceito todas as sugestões (umas funcionam, outras não tiveram bons resultados), e aprendi bastante. Mas por vezes gostava de dizer algo mais inspirador, algo mais esclarecedor, mais revelador do que aquilo que a minha (ignorante) sabedoria me deixa dizer. 

Blog a mais pode prejudicar os meus filhos e família
Sim, blog e redes sociais a mais prejudicam a minha família. Pelo tempo que dedico ao blog e logo o que não dedico a eles, e pela exposição que eles possam ter na net. 

Sou uma totó 
Publiquei erros grandes feitos por mim. Felizmente os meus filhos não sabem ler, e talvez quando souberem ler não virão cá cuscar, mas infelizmente tudo fica registado e a net nunca se esquece. Os erros com a questão sensível do sono, as aventuras atribuladas que tivemos para conseguir dormir mais de 5 horas seguidas por noite. As investidas em moderar a teimosia, e o feitio forte de um

Partilhei também comentários ou tiradas que achei giras deles, mas que quando crescerem sei que vão ter vergonha, ou que descontextualizdas ficam com outro significado e tira-se outras (e erradas) ilações.

Escrevo também com erros ortográficos e gralhas próprias de quem é apressado. Os meus posts podiam ter um ar mais cuidado e fotografias melhores. Podiam deixar de ter menos erros e palavras "comidas" pela escrita inteligente do iPad.

Os pais de hoje são fantásticos 
Os pais de hoje fazem tudo pelos filhos, vão mais longe, correm mais rápido, saltam mais alto. Conheci tantos pais (especialmente mães) bloggers com histórias de vida fantásticas, mesmo inspiradoras! E que me levam a pensar " o que é que eu faço de tão inspirador assim", ou " como reagiria eu se fosse comigo, seria capaz de fazer o mesmo?". 
Estes pais conseguiram que eu própria fosse melhor, mais preocupada e mais atenta, e acima de tudo mais divertida como mãe de rapazes!!!
                                        

(Ideia retirada de um site internacional, adaptada á minha realidade e ao meu ultimo ano)

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