Como ser bom Pai / Mãe

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Falou-se de  diversas coisas, começando com um abordagem mais materialista e educacional, e depois deslizou-se para uma perspectiva mais simplista, mais elementar, mas que a meu ver é a base, é o pilar de qualquer criança feliz. Pesquisei na net e mal vi este artigo decidi o partilhar. Contra mim escrevo, pois por vezes admito que as vezes nem sempre tudo aqui é ouro sobre azul, nem muito menos somos o espelho da perfeição. Como em qualquer casa normal, há zangas, há birras, há falta de paciência, e há momentos muito bons. Escrever este texto deu para reflectir melhor sobre o meu estilo de "parenting", confirmar algumas coisas, e tentar ultrapassar outras. 


As crianças não precisam de muito nem de muita coisa, apenas que lhes garantam o essencial. 
Amor, carinho, segurança, alimentação.

Por vezes até são os próprios pais que ficam com as consciências culpadas porque pensam que não estão a dar o suficiente aos seus filhos, ou porque trabalham fora, ou porque não têm os brinquedos que gostariam de ter, ou outras tantas e variadas razoes. E em vez de darem tempo e atenção, compensam com brinquedos (que geralmente são sempre caros). Em vez de passarem uma ou duas horas a brincar com seus filhos preferem dar uns DVDs novos para os entreter enquanto respondem aquele último email, ou dão só uma olhadinha aquela mensagem ainda não respondida.

Mas então o que é que as crianças precisam? E como é que podemos ser bons pais?

Crie rituais de família
Ter certos rituais especiais com cada filho faz-lhos sentir especiais e únicos. Mesmo tendo a vida mais agitada ou mais stressada, estes pequenos rituais fortalecem a ligação filho/pai e criam normalidade na vida do mais novos
Podem ser rituais simples, como por exemplo cozinhar uma refeição, fazer um bolo, contar histórias à noite, jogar um certo jogo (são estes os rituais que as crianças normalmente adoram).
Ou podem ser rituais mais criativos, como por exemplo fazer a barba com o filho - um pai criou o ritual de fazer a barba como seu filho de 5 anos todos os sábados, e chegou mesmo a comprar uma Gillette de plástico, colocavam o gel, e ficavam os dois entretidos na casa de banho durante horas, até à adolescência. Outro pai levanta-se todas as sextas-feiras mais cedo para ir tomar o pequeno-almoço com a sua filha à padaria favorita e depois vão para a escola.

Não interessa muito qual o tipo de ritual que cria, ou se é muito ou ouço elaborado, desde que seja algo feito entre os dois e que ambos gostem e apreciem. É importante que mesmo nas alturas que está mais aborrecido com o seu filho que continue a com os rituais, pois não deverá ser visto como um privilégio que é retirado quando castigado. Deverá ser encarado e apreciado como algo único e "sagrado" entre pai (mãe) e filho, repetido todas as noites, semanas, meses, sempre.


Conheça a ersonalidade do seu filho
A essência e base de ser um bom pai/mãe é realmente conhecer os filhos, conhecer as suas personalidades e temperamentos. Deve ajustar o seu estilo de "parenting" de acordo com a personalidade do seu filho, minimizando assim conflitos e ter melhores resultados. Temos que contender que cada criança é diferente uma da outra, mesmo sendo irmãos, com os mesmo pais, a viver na mesma casa, com as mesmas regras, com o mesmo amor.

Por exemplo, imagine que tem um filho muito activo, então antessala e ir para a cama deverá evitar actividades agitadas pois o mais provável é que ele fique excitado e tornará a hora de deitar mais complicada. Opte então por actividades mais calmas e tranquilas, como por exemplo ver televisão, ler um livro, pintar, e assim estará a ajudar-lho a ficar mais sereno e preparado para ir para a cama.
Ou por exemplo, tem um filho que não lida bem com as transições. Assim, e para tornar tudo mais fácil para ele (e consequentemente para si) vá-lhe comunicando com antecedência o que irão fazer, como antes de ir embora do parque, avise-o que daqui a pouco tempo vão embora. E volte a avisar passado uns minutos, dando-lhe assim tempo para se mentalizar que vai embora e se preparar para a transição.
Quando melhor se adaptar à personalidade do seu filho, menos conflitos terá, e será tudo mais fácil.


Seja um bom modelo
Pratique a máxima "faz o que eu faço", e tente sempre fazer o que ensina aos seus filhos a fazer. As crianças são muito perspicazes e astutas. Podem nem sequer ainda saber falar mas já imitam os comportamentos dos pais, os actos e os gestos que vêm os seus pais a fazerem. E acima de tudo, são observadoras. Observam o que nós queremos e o que achamos que não estão a ver. Observam e assimilam tudo.
iStock_Happy-Family-Large-sizeSe ensinarmos para não deitar papéis para o chão, então os pais não devem deitar papéis para o chão, mesmo quando achamos que não nos estão a ver. O mesmo acontece com as mentiras. Ensinamos aos nossos filhos a não monitor e que mentir é feio, e depois eles vêm-nos a não dizer a verdade.
Claro que os pais não são perfeitos nem com nervosa e aço. E por vezes podem ficar mais nervosos e gritar com os filhos (algo que ensinaram a não fazer). E nessas alturas, o pai quando estiver mais calmo deverá dizer ao filho que estava nervoso e não deveria ter gritado com ele, e que deveria ter tido mais calma. Ao fazer isso, estará a ensinar ao seu filho o respeito e o perdão.




Estimule a exploração
As crianças adoram explorar e conhecer. Alias uma grande parte da sua aprendizagem é através da exploração e da descoberta. Quando os pais estão constantemente a dizer não faças isso, ou não toques nisso ou até mesmo podes fazer dói-dói, estão inconscientemente a ensinar aos seus filhos a serem tímidos e receosos do que não conhecem. Crianças que recebem feedback positivo dos pais enquanto exploram mundos desconhecidos tendencialmente irão ser mais destemidos e desinibidos. Obviamente que não se está a dizer para aplaudir a tudo o que a criança faz, mas dar-lhe um espaço de manobra para explorar e conhecer.

De forma a dar mais liberdade á criança, e ao mesmo tempo ter segurança em casa é começar por ter uma casa “á prova de crianças. Não significa retirar todos os objectos de casa, ate porque ao fazer isso estaria a dar liberdade sem responsabilidade á criança, mas sim escolher quais os locais que ela pode andar de forma mais livre. Caso seja necessário pode sempre ensinar a não mexer dizendo não mexe, e voltando a pousar o objecto na mesa. Claro que requer paciência, pois a criança não irá desistir facilmente, mas ao fim de algumas repetições ira perceber que não pode mesmo mexer. Assim, irá durante a toda a sua vida ira aprender através do conhecimento.

Deixe-a mexer nos tachos da cozinha e sentir as suas superfícies geladas. Deixe-a perceber que os sofás e mantas são de um material mais quente e confortável. Leve-a a parques e jardins e deixe-a brincar na relva e na areia. Mostre-lhe coisas novas, livros novos, texturas novas e até mesmo comida nova.

 Definição de regras, limites, segurança
As crianças precisam de regras e limites para se sentirem seguras e amparadas. Precisam de rotinas e estrutura em casa, de saber até onde podem ir, e de saber que caso pisem o risco há sempre um pai que o chamará a atenção.
Não digo para criar regras só porque sim, e criar um sistema rígido e inflexível ( o que também não é de todo bom para a criança), mas haver regras de arrumação, regras de limpeza, ajudar nas rotinas domesticas, deitar cedo, refeições em família. Ajuda a criança a começar a perceber o que é viver em sociedade, a saber que tem que cumprir certos requerimentos só porque sim, e a lidar melhor com o autocontrolo.


                                                                         Seja o maior fá do seu filho
O mais importante que um pai pode fazer pelo seu filho é dar-lhe a saber que ele é o seu mundo. Diga-lhe várias vezes o quanto gosta dele, o quanto ele é especial para si e para a família. Estudos recentes mostram que ao ouvirem este tipo de mensagens as crianças tornam-se mais resilientes e ajudam-nas a lidar com sentimentos de rejeição, desilusão, e outras supressas desagradáveis que normalmente um adolescente vive ( e um adulto muito mais).
Surpreendentemente muitas crianças não sabem o quanto são amadas pelos seus pais, pois os pais não lhes transmitem isso.

Tempo de família é prioritário
Hoje em dia as crianças, mesmo as mais novas, estão sempre muito ocupadas com aluas de ginástica, futebol, ballet etc. queremos que façam e experimentem de tudo, tal como fazem os seus amigos e por vezes o tempo de família é esquecido ou ignorado.
A família é o nosso maior bem, e devermos estima-lo carinhosamente. Faça prioridade do tempo em família, como fazerem as refeições á mesa, todos juntos, sem televisão ou distracções, simplesmente falarem entres todos. Promova encontros com os avós (e bisavós) entre os mais pequenos e aos mais graúdos. As crianças gostam dos mais velhos, e os mais velhos precisam das crianças. Ensine-as a ter tempo para a família, e a sentirem-se bem dentro da família.
Mesmo que não seja uma festa, ou algo com muita actividade, é bom para a criança passar tempo com os pais e irmãos, na sala, a brincar juntos (ou sozinhos).
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*William J. Doherty, Ph.D., professor of family and social science at the University of Minnesota, in St. Paul, and author of Take Back Your Kids

Copyright © 2004. Reprinted with permission from the December 2004 issue of Parents magazine.Ser bons pais

*Stanley Turecki, M.D., psychiatrist and author of The Difficult Child

*Michele Borba, Ed.D., author of Don't Give Me That Attitude!

*Craig T. Ramey, Ph.D., director of the Georgetown University Center on Health and Education and coauthor of Right From Birth: Building Your Child's Foundation for Life

*Kyle D. Pruett, M.D., clinical professor at the Yale Child Study Center and School of Medicine, and author of Me, Myself, and I: How Children Build Their Sense of Self

*Laurence Steinberg, Ph.D., author of The 10 Basic Principles of Good Parenting

foto: google

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