Meningite


É uma doença que alarma todos os pais. Um filho apanhar meningite! Que susto!!!!

Assim, é importante aprender a reconhecer os sintomas e saber um pouco mais desta tão terrível doença. Reconhecer logo os sintomas pode ser vital para o seu filho.A meningite pode atacar bebés, crianças, adolescentes e adultos.

 Nota: O Programa de Vacinação Nacional (PNV) permite que, aos 6 meses de idade, a criança já tenha a protecção básica para oito doenças (formas graves de tuberculose, difteria, tétano, tosse convulsa, hepatite B, poliomielite e meningites e septicémias por meningococos C e por hemófilos).


O QUE É A MENINGITE?


A meningite é uma infecção das meninges, as membranas que envolvem e protegem o cérebro, e que pode ser provocada por vírus ou bactérias, os agentes causadores mais comuns, mas também pode ser originada por fungos e até parasitas, como a amiba, embora sejam extremamente raros. Se não for tratada a tempo, pode causar danos cerebrais irreversíveis e até a morte.

AS MAIS COMUNS

Meningite viral
A meningite vírica é mais frequente que a meningite bacteriana mas menos perigosas.
É uma doença de evolução benigna, geralmente com recuperação total, sem sequelas. É mais frequente nesta altura do ano, normalmente sob a forma de casos isolados. A transmissão é feita pela via fecal / oral, isto é, falta de higiene se (através das gotículas de saliva presentes nos espirros e na tosse ou por hábitos de higiene deficientes), e que pode não ter sintomas. Não há evidência de transmissão pela água e alimentos.
O período de incubação pode ir até três semanas
São as crianças com menos de 10 anos, as que têm maior risco de adoecer.

As recomendações da Direcção Geral da Saúde são:

1.  Reforço das medidas de higiene individual e geral

· Lavar bem as mãos com água e sabão depois de ir à casa de banho e antes de comer;
· Para uso colectivo o sabão deverá ser líquido e usar toalhetes de papel ou meio automático de secagem das mãos;
· Reforçar as medidas de higiene do pavimento das salas de permanência das crianças;
· Reforçar as medidas de desinfecção e limpeza das instalações sanitárias com lixívia pelo menos 2 vezes ao dia;
· Manter o ambiente sempre limpo e com boa ventilação;

2.  Vigilância dos contactos íntimos do doente 
· É importante que os pais / educadores estejam atentos à ocorrência de sintomas tais como:
Febre, dores de cabeça persistentes, vómitos, prostração, dor abdominal, rigidez da nuca e caso surjam, recorrer de imediato aos serviços de saúde.

Nota: As dores de cabeça resultantes podem durar meses.

Meningite pneumocócica

Causada pela bactéria estreptococos pneumoniae ou pneumococo, é uma das formas mais perigosas, sendo mais frequente em crianças pequenas e em idosos. Também acarreta mais riscos de desenvolver danos neurológicos irreversíveis, surdez ou epilepsia. O habitat natural da bactéria é o aparelho respiratório superior, mas pode passar para a corrente sanguínea através de uma infecção no ouvido médio ou se houver uma pequena fractura ou defeito no revestimento do cérebro.

Meningite meningocócica
 
Causada pelo meningococo, bactéria que existe normalmente na orofaringe, mais especificamente na garganta. Só muito raramente consegue vencer as defesas do corpo e desencadeia a infecção. Calcula-se que 10% a 25% das pessoas sejam suas portadoras naturais, sem adoecerem pensa-se até que as suas defesas imunológicas aumentam.

Em Portugal foram registados entre 200 a 400 casos/ano de doença meningocócica nas décadas de 80 e 90. Os serogrupos B e C eram os mais frequentes no nosso país.
Há cinco estirpes: A, B, C, W135 e Y.

Todas se transmitem por via aérea, nas gotículas de saliva presentes nos espirros, tosse ou até num beijo.

O período de incubação é de 2 a 10 dias. A bactéria não vive muito tempo fora do organismo e não se transmite em piscinas, pelo ar condicionado ou mobílias de um local onde houve algum caso.

Os sintomas manifestam-se geralmente de forma súbita: febre, mal-estar, prostração e rash cutâneo que pode ser maculopaular na fase inicial e se torna tipicamente petequial ou purpúrico. A progressão da doença pode ser rápida ou fulminante. Cerca de 25% dos casos cursam com sepsis (meningococemia) que pode ter mortalidade elevada (até 40% dos casos). A meningite surge em cerca de 15% dos casos com 5% de mortalidade. Pode ainda causar pneumonia (especialmente o serogrupo Y) ou bacteremia oculta.

A sepsis e a meningite meningocócicas são emergências médicas. O tratamento efectua-se com antimicrobianos e medidas de suporte de acordo com o estado clínico da criança. Pode ser necessário suporte avançado de vida.

As crianças afectadas podem sofrer sequelas graves como amputações de membros, surdez, atraso mental ou convulsões.


Meningite por hemofilus influenza tipo B (Hib)

Esta bactéria pode provocar infecções em crianças com idade inferior a quatro anos. Muito dificilmente aparecem casos em idades superiores a esta. A sua vacina já pertence ao Plano Nacional de Vacinação e reduziu imenso o número de casos.

COMO TRATAR?
 
As meningites bacterianas e a septis meningocócica precisam de tratamento hospitalar imediato. Os casos confirmados são internados em unidades isoladas, para evitar o contágio. É preciso começar a tomar antibióticos o quanto antes (ou antivirais, no caso de ser provocada por vírus). Quem tenha estado em contacto directo com pessoas infectadas com meningite meningocócica ou HIB no espaço de sete dias anteriores ao início da doença deve contactar de imediato o seu médico.
Para se conhecer o tipo de agente causador responsável e começar a tomar o antibiótico adequado recolhe-se líquido da coluna vertebral um processo chamado punção lombar. Algumas pesquisas sugerem que os não fumadores e as suas famílias têm menos hipóteses de contrair meningite, segundo o instituto inglês Meningitis Trust.

 VACINAR
 
Em Portugal, a vacina contra a bactéria hemofilus influenza inclui quatro inoculações em crianças até aos 18 meses. Existe também vacina contra a variante pneumocócica, recomendada a idosos, pessoas com sistema imunitário deficiente e crianças a partir dos dois meses.

Quanto à meningite meningocócica, só existe vacina gratuita para a estirpe C, que foi recentemente integrada no Plano Nacional de Vacinação. Requer três inoculações, aos 3, 5 e 15 meses de vida.

FIQUE ATENTA AOS SINTOMAS!
 
Reconhecê-los logo pode ser um problema, pois, de início, são iguais a tantas outras viroses. Não existe uma ordem para o seu aparecimento. Os mais comuns são febre, náuseas e vómitos, dores de cabeça e fadiga extrema. Esteja atenta a outros sinais:

Crianças até dois anos
Pescoço rígido; Erupções da pele; manchas ou pequenas hemorragias parecidas com picadas de pulga, que crescem rapidamente e não desaparecem quando submetidas à pressão de um copo de vidro ou pelo esticar da pele; Febre acompanhada de 'mau ar', com pés e mãos frios; Recusa alimentar; Letargia ou sonolência excessiva; Olhar vago ou fixo; Choro alto ou gemido constante; Pele pálida; Irritabilidade; A 'moleirinha' muito rígida.

Adultos e crianças acima dos dois anos
Febre, mãos e pés frios; Erupções da pele; manchas ou pequenas hemorragias parecidas com picadas de pulga, que crescem rapidamente e não desaparecem pela pressão feita por um copo de vidro ou pelo esticar da pele; Vómitos ou diarreia; Dores de cabeça muito fortes; Pescoço rígido e impossibilidade de tocar com o queixo no peito; Confusão ou desorientação; Sensibilidade intensa à luz; Sonolência; Convulsões.


Lembre-se: Não é preciso ter todos esses sintomas para desconfiar de meningite. No caso da meningococcemia ou da sepse, nem sempre uma característica mais fácil de distinguir, como o pescoço rígido, chega a aparecer. É preciso ficar atento aos seguintes sintomas:
  • febre com mãos e pés frios
  • palidez anormal ou excessiva; coloração azulada ou cinzenta em torno dos lábios e extremidades das mãos e dos pés
  • forte dor nas pernas, que impede a criança de ficar de pé
  • variações no estado de consciência: agitação ou letargia que pareçam estranhas
  • manchinhas vermelhas ou arroxeadas na pele
  • calafrios
  • respiração rápida ou irregular

No entanto, a presença destes sinais ou sintomas não significa obrigatoriamente meningite. O diagnóstico definitivo é feito através de análises ao líquido céfalo-raquidiano, que se extrai através da picada nas costas com uma agulha.

 foto: pinterest
fone: Dgs, Merck, 

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