Ter (ou não ter ) cão - eis a questão !!!

Adoro cães. Não sou particularmente fã de gatos, pássaros passam-me ao lado, tartarugas e afins também não acho grande piada ( e são peganhentos ), e hamsters tive uma péssima experiência (canibal) quando era pequena. Mas sempre tive cães, e adoro!

Quando era miúda os cães com que convivíamos eram os da minha avó, que , cá entre nós, agora olhando para trás, não faziam grande coisa a nao ser andar atrás dela. Mas na altura era giro para nós e ainda brincávamos qualquer coisa. 

Depois tivemos uma linda "naomi", preta e branca e meia castanha ( cão de montanha de Berna). Linda e esperta! O que constratava fortemente com a minha cadela cocker, cor caramelo  /dourada e louca da cabeça. Tínhamos a naomi e a minha jacey, que eram as nossas companheiras das manhãs, das tardes e das noites. 
Desde de há cerca de 17 anos que os cães fazem parte das nossas vidas, quando estudava eles (2) passavam as tardes comigo, solidários no meu estudo, e quando víamos filmes, também assistiam. Fizeram parte de memorias felizes, do meu crescimento ( e de os meus irmãos), e já da minha vida adulta. 
Ensinaram-me que também têm sentimentos (ou emoções, não sei), que também ficam doentes, e por vezes também morrem. Ensinaram-me que por vezes (ou melhor sempre) é necessário levá-los a passear mesmo tendo jardim em casa, a limpar a porcaria que podem deixar como recordação dentro de casa, a escova-los e dar banho ( e que os cockers não se devem secar com o secador pois ficam a cheirar a frango frito), e que dão a pata quando querem, e dão muitos beijinhos e miminhos à quem gostam. 

Quando o João nasceu, ao principio, aqui as meninas cá da casa da avó tiveram ciúmes, e tínhamos que os manter em divisões opostas (elas lá fora e o bebé cá dentro). Mas depois ele começou a crescer e a ficar fascinado com os cães.  A avó ensinou a dar comida e a fazer festinhas, e foi amor recíproco . Os ciúmes foram desaparecendo, e o carinho começou logo a ser sentido. Claro que sempre muito a medo, deixava o João fazer festinhas e brincar com os cães. Tinha medo que uma delas o arranhasse ou pior ainda o mordesse. Sei que os cães assustam-se  com os comportamentos imprevisíveis das crianças e acabam por os magoar, e portanto estávamos sempre atentos e nunca os deixávamos sozinhos. ( e quando ouvia histórias horríveis de cães e crianças estremecia ....)

Verdade seja dita, o João fazia gato sapato da cadela maior - a Cuca, que nessa altura era bem maior do que ele. No meio das brincadeiras  e das festinhas ela deitava-se ao seu lado e ficava lá a tomar conta dele. 
Agora com o Tomás o fascínio é revivido !

E é por isso que ando sempre neste dilema, ter um cão em casa ou não. Vivo num apartamento, e detesto as casas que cheiram a cão. Depois teria que ser passeado no mínimo dias vezes por dia, e iria custar muito no inverno, à chuva e ao frio. Depois vem a questão do pêlos, que sujam tudo, e quando são mais pequenos estragam ainda mais. 
Mas em contra-partida dão uma alegria imensa, ajudam no desenvolvimento mental e emocional das crianças , e são uma fonte de amor e de carinho....

      João - cuca - zara

    Sasha - jacey
    Naomi -jacey 

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