Coisas que se aprende com o segundo filho



Two Under Two. Six sanity-saving tips on caring for your toddler and infant. | Babble

À propósito desta minha última rúbrica no site Sapo Lifestyle, lembrei-me de como era no inicio quando o meu primeiro filho nasceu. Os medos, as inseguranças, os receios de não saber o que fazer, nem ter a certeza que estava fazer bem. Depois quando nasceu o segundo, passado três anos, já me sentia mais confiante, mais segura de mim própria, e capaz de confiar no meu instinto.

Quando nasce o segundo filho, já sabemos que:

Os bebés não são de vidro
Os bebés são mais resistentes do que parecem 
Por vezes ficam doentes sem causa aparente 
E é quase sempre ( ou até mesmo sempre) à noite que aparecem doentes e fazem grandes febres
Que podem chorar um pouquinho e nada lhes acontece
Que podem dormir nos quartinho deles, mesmo aos três meses, e dormem bem e tranquilos
Que rapidamente descobrem como nos dar a volta
Que rapidamente sabem com quem podem fazer mais birras e com quem não podem 
Que quando estão a dormir, serenos, não os devemos acordar, nem fazer festinhas, nem dar beijinhos, nem os contemplar, pois o mais certo é acordarem
Que fazem muitas vezes cocó
E que o cocó cheira mal e pode vir até ao pescoço 
Que não devemos pintar as unhas caso estejam acordados
Que molham a roupa e os interiores caso não colocamos bem a fralda (e a pilinha)
Que quando abrimos a fralda a pilinha levanta-se para fazer xixi
E nessa altura é melhor já ter uma fralda de pano na mão para a tapar 
Que nem sempre precisam de estar a dormir
Que percebem bem o que é o "não"
Que percebem logo quando estão a fazer asneiras
Que quando estão muito silenciosos (e acordados) é sinal de asneira 
Gostam de pôr os dedos nos sítios mais estranhos, olhos, nariz, tomadas, ralos do bidê, frinchas das portas, gavetas semi fechadas, orifícios alheios
Que acordam sempre quando nos sentamos a ver televisão ou a descansar
Que gostam de tomar longos banhos e depois detestam sair da banheira
Que os banhos invadem a casa-de-banho
Que conseguimos ver a temperatura da água sem o termómetro
Quando têm calor ou frio
Que gostam de dormir atravessados na cama e sempre descobertos 
Quando pôr um cobertor na caminha
Que gostam de dançar e cantar e vozes altas
Que podem andar primeiro e só depois gatinhar
Que os dentes trazem consigo uma enorme variedade de sintomas não relacionados
E que os pediatras dizem que nada tem a ver  
Que adoram andar a puxar qualquer coisa, nem que seja um cinto
Que tudo demora sempre mais um bocado
Que não gostam de cortar o cabelo, mas já apreciam serem penteados
A cenoura (em demasia) pode levar ao nariz ficar mais alaranjado
Que podem ter alergias que afinal desaparecem
Que os caracóis não são eternos
Que aos fins-de-semana acordam ainda mais cedo e deitam-se (ainda) mais tarde
Que por vezes podem chorar só por birra (sem lhes doer nada, sem estarem doentes) e passado 5 minutos já se estão a rir
Que as birras podem envolver mexer rapidamente mãos e pés ao mesmo tempo
Que sabem fazer beicinho ( e nós caímos)
Que conseguem descobrir perigos onde nem sequer sabíamos que existia
Que conseguem magoar-se das maneiras mais estranhas
Que adoram comandos da televisão, telemóveis, e chaves
Que adoram tudo o que faça barulho, de preferência alto e estridente
Que olham para nós como se fossemos o mundo deles
Que conhecem a mãe só pela voz e pelo cheiro

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