O Mercado dos Santos | Quem está por detrás???


Todos os dias surgem pedidos de ajuda. Pedidos de ajuda que nos comovem, que podiam ser de qualquer um de nós. Meninos e meninas com graves problemas de saúde, situações complicadas e urgentes. E depois há pessoas que conseguem ajudar! Quem movem montanhas para conseguir apoios, para dar um bocadinho mais de esperança ás famílias desesperadas . São pessoas extraordinárias, altruístas. A Marisa Barroca é uma destas pessoas! Conheci a Marisa no evento de apoio ao pequeno Rodrigo, que movimentou centenas de pessoas.  Acho magnifico o trabalho que desenvolve, como desenvolve, e a força que transmite a cada um que apoia.

E assim nasceu o Mercados dos Santos , um evento que terá lugar no dia 14 de Julho, entre as 10h e as 21h, na Casa dos Vizinhos (Rua Costa Cabral nº 929 4200-225 Porto), e apoia em simultâneo 4 causas, o Renato, o Filipe, o Diogo e o Nando e com recolha  de medula a pequena Maria Raquel.




1. Como nasceu a ideia do Mercado dos Santos?
O Mercado dos Santos nasce na sequência de um conjunto de outras iniciativas que temos realizado no último ano. O primeiro evento nasceu da vontade de mudar o mundo que caracteriza os sonhadores que se foram cruzando e partilhando ideias. Sabemos bem que mudar o mundo não está nas nossas mãos mas acreditamos que passo a passo, momento a momento, pessoa a pessoa, podemos fazer alguma diferença no nosso mundo individual e nos mundos dos que se cruzam connosco.

Eu e a mi na vendinha das mães na foto do projecto mães reais do ties
2. Tens muitos projectos, uns atrás dos outros, como é que consegues ter tanto tempo e dedicação?
Nada do que faço é individual ou solitário. Pelo contrário, a força do que faço reside sobretudo nas ligações e relações que felizmente vou tendo o prazer de estabelecer com um conjunto de heróis anónimos. Somos todos pessoas normais, com momentos felizes e alguns cinzentos, dias de maior coragem e outros em que nos questionamos. Mas encontramos na solidariedade e na partilha uma forma de nos ligarmos ao mundo e de darmos mais sentido à vida. O tempo e a dedicação gerem-se sempre melhor quando o afecto está presente. E como nos nossos projectos há sempre muitos afectos, há sempre o recrutar dos filhos, pais, avós, amigos de longa data e novos amigos, tudo se torna magicamente simples!


A minha frase
3. Ainda é preciso fazer muita coisa no campo da solidariedade não é?
Sobretudo é preciso acreditar. Deixar de olhar para a solidariedade como algo transcendente, dependente de grandes causas, grandes eventos, grandes organizações, personalidades famosas.

Eu cresci a viver a solidariedade sem ter noção clara do que isso era. Em nossa casa, os valores da vizinhança, da partilha, dos afectos, do olhar atento sobre os que nos rodeiam, foram sempre uma constante. A casa e os corações lá de casa estavam sempre abertos e foi nesse espírito que cresci e é nesse espírito que espero fazer crescer a minha família. Julgo que em muitos casos é isto que falta, não esperar por heróis ou grandes causas mas viver o quotidiano em estreita relação com os que nos estão próximos, dando o melhor de nós para ajudar ao melhor dos outros.

4. O que mais te espanta nesta área?
O imenso coração e energia de quem acredita que pode mudar o mundo, um passo de cada vez.

5. As pessoas reagem bem aos pedidos de ajuda? qual o feedback?
As pessoas são infinitamente surpreendentes. E como em todas as situações, vivenciamos um pouco de tudo. Temos os que nos surpreendem pela sua extrema capacidade de abnegação, os que nos movem montanhas para corresponder às solicitações, os que canalizam todas as suas energias e ainda atraem as energias alheias. Fomos, durante o último ano, muito felizes nos eventos que realizamos e nas causas a que nos dedicamos. Nem sempre temos os finais felizes que ansiamos mas todos quantos têm participado nos eventos partilham connosco a sensação de acrescentamos oportunidades e esperança e de gerarmos afectos.

Como em tudo, obviamente, há sempre quem discorde, quem tenha abdicado há muito de acreditar e desconfie de todas as iniciativas, quem procure sempre o lado negativo e ponha em causa as motivações de quem organiza estes eventos. A essas pessoas fazemos os possíveis por demonstrar que tudo o que fazemos é a título gratuito, sem qualquer mais valia financeira e sempre com a transparência de, antecipadamente, elencarmos as causas/pessoas que serão beneficiadas com as receitas dos eventos.
A mi com o meu amigo Paulo, uma das pessoas mais importantes na nossa vida, que tanto nos tem ensinado


















 6. Um sonho para o Mercado?
Que seja um sucesso, que nos possibilite alcançar os objectivos a que nos propomos para o Renato, o Filipe, o Nando, o Diogo e a Maria Raquel e que faça crescer novas amizades, novos afectos que possam dar asas a novos projectos. Não ambicionamos que o Mercado cresça. Cada evento que organizamos é único e irrepetível porque nasce para dar resposta a uma necessidade. Foi assim com o I Torneio do Dragãozinho Azul, foi assim com o Todos pelo Rodrigo, foi assim com o Dia dos Vizinhos e será assim com o Mercado dos Santos. Outros, espero eu que muitos, eventos se seguirão, enquanto houver necessidade ou, num mundo ideal, sempre que pudermos ter uma oportunidade para nos juntarmos e partilharmos sorrisos e dias felizes!



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