Cá por casa | guidelines caseiras

Tendo em conta isto do meu fã hater, que curiosamente escolheu um post inofensivo sobre inconveniências ditas por crianças inocentes para criticar a (suposta má) educação que as tais crianças estão a ter, decidi então dar á minha fã um insight sobre quais as orientações  que temos cá em casa ...

Não acredito que o bebé / criança deva dormir por norma / sempre com os pais. Acho saudável cada qual ter o seu espaço, é saudável para o casal e para o bebé. Este habitua-se a ter o seu quarto, com as suas coisas e brinquedos, acaba por dormir melhor, e aprende a estar um bocadinho sozinho. 

Não acredito que se deva aceitar todas as birras e caprichos das crianças. Uma criança deve aprender a ouvir um não, a aceitar os limites impostos pelos pais e regras familiares e sociais. Se por acaso a criança se lembra que quer andar descalça na rua, só porque sim, não acredito que os pais acarretem o seu desejo. Acredito que se deva respeitar a criança e as suas vontades, mas uma criança não é um Mini adulto.

Ouvir o não (quando aplicável).

Acho que é muito importante explicar ás crianças  o porquê das coisas, o porquê das regras ou o quê estamos a dizer para fazer qualquer certa coisa. Acho importante falar e dialogar d não impor regras só porque sim. Se perceberem o porquê acabam por cooperar mais.  Mas também acho importante as crianças aprenderem a fazer algo só porque os pais dizem para fazer. Aprender a respeitar e cumprir a vontade dos pais.

Flexibilidade e brincadeira com os pais. Partilhar risos e momentos . Rir e brincar. Dar beijinhos e miminhos. Brincar muito e rir ainda mais. Contar histórias à noite e ler um livro antes de deitar. Brincar às lutas e aos dinossauros, brincar e brincar. E brincar muito!

Aprender a gostar de comer tudo o que vier para a mesa, experimentar todas as comidas e não dizer que não gosta sem ter experimentado.

Ajudar a pôr e levantar a mesa ( dependendo da idade).

Aprender a brincar e ( a ajudar a ) arrumar os brinquedos. Aprender a partilhar os brinquedos. 
Não acredito que deva ser a criança a auto regular o seu próprio sono. Pelo que aprendi cá em casa quanto mais dormem, melhor dormem. As horas das sestas são importantes. 
Não acredito em horários muito rígidos e inflexíveis. Acho que deve haver horas indicativas, com por exemplo almoçar ao meio dia e meia, ou uma da tarde. Mas se for um bocado mais tarde também ninguém morre.

Rotinas. Acho importante haver, e acho importante saber quebrar-las. Uma vez não são vezes e se um dia vai jantar fora com a criança e acaba por jantar e deitar-se mais tarde não faz mal. Cria flexibilidade por parte da criança e por parte dos pais. Claro que se deve respeitar os hábitos de sono da criança.

Fazer programas e vida de adulto. Não concordo, as crianças são crianças, com as suas  necessidades. Temos que respeitar isso. Não é necessário fecharmos em casa e não poder sair, mas fazer tudo com moderação. Almoçar fora, ou jantar fora não faz mal nenhum, mas quando a criança mostra sinais de sono, deve ir dormir.

Dias de "folga" dos pais. Saudável, bom, e rejuvenescimento para o casal. Não somos piores pais porque queremos ter umas horas só para mós, nem somos piores pais porque vamos passar um fim de  semana sem crianças. Não digo para ir todos os fins de semana do mês, mas ocasionalmente faz bem. O mesmo para ir jantar fora só com adultos e conversas e adultos. Faz bem á cabeça, e á pessoa.

Dar autonomia á criança. Estimular a sua independência e autonomia mesmo que isso crie confusões, chão sujo, refeições mais demoradas etc etc.

Bom dia, boa tarde, boa noite, beijinho, olá, obrigada, por favor, primeiro os mais velhos, ás senhoras etc etc.

Jantar á mesa é hora da família. Sem televisão, telemóveis ou brinquedos. Hora de contar o dia de cada um, programar o dia seguinte, falar uns com os outros. Até o mais pequenino já diz " então como foi o teu dia?"

Quando o pai está fora a hora de ligar ao pai é um ritual a cumprir , os três. 
Televisão e ipads com tempo regulado . Desenhos animados seleccionado, há uns mais agressivos e logo menos próprios, mas também evitamos os muito abebezados. 

O pai é o sub chefe da casa. A mãe é o chefe ( just kidding!!!)

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