Cool Mum | The BOSS is COOL parte II


E o prometido é devido… cá temos a segunda parte da primeira entrevista com a Magda Gomes Dias do blog Mum’s the Boss. Vamos conhecer um pouco mais sobre quem está por detrás deste blog, que tanto nos ensina e inspira!






1.    Em tua casa, és mesmo the boss?
Quem manda cá em casa são os pais, disso os miúdos têm a certeza. Aliás, fazemos questão de deixar isso bem claro em palavras e actos. Agora se a tua questão é se é o pai ou se sou eu que mando... a resposta é somos os dois. O trabalho em conjunto torna-se mais fácil e os dois sabemos fazer tudo o que o outro faz. No fim-de-semana passado fui para Lisboa 3 dias e o pai ficou com os dois (de 4 anos e de 4 meses) e esteve-se bem! Aliás, muito bem porque o pequenito até passou a dormir a noite toda

2.    Como começaste e conheceste a parentalidade positiva?Quando comecei a pensar engravidar. E como já sou formadora nas áreas comportamentais há muitos anos, sei que comportamento gera comportamento. E sei que uma pessoa emocionalmente inteligente é aquela que faz as melhores escolhas. Ora, eu não posso escolher pelos meus filhos e o meu desejo é que, para além de terem e serem miúdos saudáveis, sejam também capazes de fazer as suas melhores escolhas. E como é que isto se faz? Foi a resposta a esta questão que me levou à parentalidade positiva e a procurar e a ler e a frequentar acções que me levassem mais longe no tema.



3.    Aplicas em tua casa todos os conceitos e princípios ou há alguns que não consegues/ não concordas?
Eu faço aquilo que os americanos dizem: Wallk the talk. De outra forma não seria possível J E os miúdos precisam daquilo a que os ingleses chamam TLC [Tender Loving Care] ao mesmo tempo que necessitam de muita firmeza e de pais que saibam o que estão a fazer. É claro que ninguém nasce ensinado e por isso é que há pessoas que são especialistas numas áreas e outros noutras e vale a pena aprendermos mais com elas. Felizmente estamos a dar esses passos e é tão bom ver cada vez mais casais (e até só os pais os homens) procurarem os workshops que faço e as sessões de coaching.
Mas sabes, Marta, a parentalidade positiva tem várias correntes. A filosofia assenta no respeito mútuo entre adultos/educadores e crianças. Só que eu acredito que cada macaco no seu galho, ou seja, os pais têm uma missão e os filhos outra. Não estão ao mesmo nível. Isso não existe. Há correntes que os colocam lado a lado. A forma como eu vejo a coisa é diferente. Aliás, os meus filhos têm muitos amigos mas pais só têm dois. Esse é o nosso lugar. Sou amiga mas o meu papel principal é educá-los, dar-lhes ferramentas para crescerem felizes e realizados e deixá-los ser.
Se pratico aquilo que digo e escrevo no blogue? Claro que sim! Quando não o faço é porque estou cansada, chateada com alguma coisa e por isso sei e consigo controlar-me. Até porque conheço muitas estratégias... J Quem aderiu ao desafio Berra-me baixo consegue perceber que, a partir de determinada altura há um shift no andar de cima e que é impossível usar velhos costumes de educação porque, de repente, percebemos que o nosso papel vai mais longe e ganhamos muito em auto-controlo. A diferença está aqui. Também admito que experimento imensas estratégias cá em casa e depois falo nelas nas sessões de coaching ou nos workshops ou no blogue. Por enquanto temos sobrevivido!

4.    Fala me do teu blog, como nasceu?
Sempre adorei escrever e, aliás, já tive outros blogues. O primeiro acho que nasceu em 2005 mas está desactivado. O objectivo sempre foi o mesmo. Partilhar e entusiasmar quem lê.

Martin Seligman diz que a Felicidade é composta por três níveis ou degraus.

o prazer
o compromisso
o significado

E quando a coisa é posta desta forma, eu só posso dizer que encontrei a felicidade e que, mais do que isso, sinto-a todos os dias.

Porque é um enorme prazer escrever, ler sobre educação e parentalidade e felicidade. Sim, dá-me gozo. Muito mais do que ver um filme. Tenho o bichinho dos livros, do estudo. Da partilha.

E o compromisso assumi quando criei este blogue e decidi partilhar, de forma contínua, as minhas leituras e inspirar-te para o teu papel de educador.

E este compromisso assumiu uma proporção tal que eu acredito que a minha missão é mesmo inspirar-te para o teu papel de educador. De alguma forma é esse o significado da minha vida. Porque é disso que precisamos todos os dias. De foco, de pequenas dicas, de mudanças de perspectivas, de um bocadinho de bom humor e de quem não esteja sempre a apontar o dedo. É para isto que criei o Mum's the boss.

É que, como já disse antes, educar não é romântico. Não é fácil. É uma missão nobre e grandiosa... porque a mão que embala o berço é a mão que embala o mundo


5.    Está a crescer a passos largos, qual é o rumo que lhe queres dar?
Ainda não chegou o momento mas quero mesmo profissionalizar o blogue. Não tenho receio nenhum em falar sobre isto. Estou muito convencida que será isto que vai acontecer a meia dúzia de blogues (pronto, uma dúzia J ) no futuro. Como é que isso se faz? Não sei bem ainda mas estou muito convencida que estou prestes a perceber como é que se chega lá J Para já criei o site www.parentalidadepositiva.com e nele também podes encontrar, de forma mais formal, alguns dos conteúdos e sessões formais sobre o meu trabalho.

6.    3 Coisas que ensinarias todas as mães a fazerem?
Prefiro responder-te com este link. Não são 3 mas 10 coisas que eu sei e que dão imenso jeito J - E é dos posts mais lidos e partilhados de sempre.

7.    3 Coisas que obrigarias todos os pais a cumprir?
A namorarem, a tratarem de si. A felicidade depende em 40% de nós. Unicamente.
Depois a perceberem que a mão que embala o berço é a mão que embala o mundo. Não, aquela máxima que diz ‘tudo se cria’ não está correcta. Pensem a longo prazo: quem será o meu filho daqui a uns anos? O que está nas minhas mãos saber/fazer/proporcionar? Sim, está nas mãos de cada um de nós enquanto pais. Os pais devem chamar a si a educação dos seus filhos e não delegá-la.
 Recorram a quem sabe – não nascemos ensinados e vale a pena conversar um bocadinho, mesmo que muito de vez em quando, e partilhar receios e angústias. Acredita que isso pode fazer toda a diferença. Mesmo!

8.    Como vês os teus filhos daqui a 20 anos? E tu?
Vejo-me numa nova etapa da minha vida. Certamente os meus filhos estarão a sair de casa, seja porque decidiram estudar fora ou porque estão a sair do ninho e só cá vêm dormir. Faz parte. Vejo-os a partilharem coisas connosco (já terão saído da adolescência) e vejo-os a fazerem a vida deles. É nesse sentido que os educo. Vejo-me num outro nível de serenidade e a começar uma nova etapa de namoro cá em casa...! Aos 55 anos ainda há muito para aprender, fazer, criar e visitar.  Hmmmm... dizem que passa a correr! Deixa-me aproveitar então!


Sem dúvida muito a aprender!!! E eu vou fazer um dos seus workshops!!!!!!
Obrigada Magda, mais uma vez , ADOREI!!
 

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