Maravilhosa Inês | Maravilhas da Maternidade

Este foi sem dúvida um dos blogs que eu primeiro comecei a seguir, As Maravilhas da Maternidade! E é sem dúvida um blog pelo qual eu tenho um grande carinho, pois, sem a Inês saber, foi quem me deu mais força para o My Baby Blue Blog!

Futura mamã de dois piolhos azuis, a Inês para além de ter um emprego a full-time, gere o seu tempo entre o blog, e seu Carrossel, que todos tiveram certamente a oportunidade de experimentar no Mercadito da Carlota, e que já é um sucesso alcançado! Obrigada Inês por este tête-à-tête!




1.     Está a ser mesmo uma maravilha da maternidade?
Está, no verdadeiro sentido das "maravilhas da maternidade". Porque este "Maravilhas" é ambíguo, tanto pode ser no sentido literal, de bom, feliz, leve, que nos faz sentir bem, a melhor coisa do mundo, como pode ser no sentido irónico, cínico, de "pois, graaaandes maravilhas estas, oh para mim maravilhada com uma ranhoca no ombro, com uma noite mal dormida, com uma birra para jantar ou apenas para se sentar na cadeirinha do carro." O título e expressão As Maravilhas da Maternidade sempre abarcou estes dois sentidos, dando as maiores boas-vindas e beijinhos ao primeiro, e recebendo o segundo com paciência e algum sentido de humor, para ver se a coisa passa melhor. É a vida de mãe e de filho e casal!

2.     Há momentos menos bons?
Sim, tal como disse acima, há muitos momentos menos bons, nada gloriosos, desde maus momentos (doenças, preocupações, problemas, dramas) a simples momentos de tédio e cansaço, puro e simples cansaço, que fazem parte de todos os dias, do dia-a-dia. Muitas vezes os bons momentos vêm de um sorriso ou abracinho no meio de uma teima ou marotice, ou dos ensinamentos que podemos tirar dos momentos maus ou menos bons, por isso, apesar de não conseguirmos fugir deles, vale a pena enfrentá-los, eles que venham! No fim, só com momentos menos bons saberemos reconhecer e viver verdadeiramente os momentos bons.

3.     As tuas gravidezes são fáceis?
Não me posso queixar, as minhas gravidezes têm sido muito normais, com os enjoos do início, a calmia do meio e o desconforto do fim, tudo o que faz parte. Não houve complicações (e nesta até ver, também não), o parto do Pedro foi uma maravilha, o pós parto calmo, não me posso queixar. Se eu podia ter dormido mais de uma hora seguida nos últimos dez dias de gravidez do Pedro? Podia, estar literalmente a rebentar pelas costuras era algo que de bom grado teria dispensado, mas hoje é uma história para contar - mas não a grávidas, coitadas, só a quem me pergunta!!

4.     E agora que vais ter 2 meninos, como pensas que vão ser as vossas brincadeiras?
Muito físicas! Ou talvez este seja mais cerebral... O Pedro é muito meigo e fofinho (é mesmo este o termo, a sua voz, os seus olhinhos, a forma como aponta para as coisas - é mesmo fofinho...), mas é muito grande, tem muita força bruta, ele quer dar um abracinho e atira-se a mim, quase me derruba. E tem um talento inato para o desporto, corre, joga à bola, finta, faz corridas de triciclo com os outros miúdos, está sempre no desafio. É um meninão! Eu era muito atirada para a frente, muito Maria-Rapaz e reza a lenda que o pai era o "terrorista". Se este for como o irmão e sair a nós, teremos um ginásio permanente! O que me espera!

5.     O teu blog é já um “full time” job?
Infelizmente não, quem me dera! Seria fantástico verdadeiramente viver do meu maior hobby, daquilo em que invisto mais tempo livre (e não livre...), mas por enquanto, é um full time hobby!

6.     O Pedro já sabe que vem aí um bebé novo? Como reage?
Nós já lhe falamos de ter um irmão, que todos à volta dele têm irmãos, se ele quer um também... e ele embarca alegremente na nossa conversa, que sim, que quer ter um maninho como o Rato Renato, mas acho que ainda não percebeu o que aí vem! A seu tempo...

7.     És uma Mãe super protectora?
Não, de todo. Ele cai, ele corre, ele sobe, ele anda à solta. Ele tenta sempre fazer tudo sozinho e tem de pedir ajuda para o ajudarmos a fazer alguma coisa, e tento ao máximo não o fazer por ele. A não ser que esteja a levar uma eternidade, então eu não resisto rsrsrs... Eu tento ser uma mãe que não prenda, que lhe dê ferramentas para que ele construa a sua autonomia, mas que esteja atenta, sempre de olho.

8.     Dizem que os meninos são das mães, sentes isso?
Eu não tenho a comparação de ter uma menina, e acho que em última instância isso depende sempre do temperamento e personalidade dos miúdos e da forma como nos relacionamos como pais e filhos... Mas sei que o meu menino é meu, é muito meu. No entanto, não há uma fixação em mim, por exemplo, ele chama por mim ou/e pelo pai quando acorda, e é muito carinhoso com ambos, é aleatório... Mesmo porque eu e o pai somos figuras de autoridade igualmente fortes, ambos disciplinamos na mesma medida, ele não se safa comigo! Eu noto que ele é "meu" no trato.  Quando estamos a brincar, completamente descontraídos, o pai é o paizão, é o das voltas malucas, dos voos no ar. Eu e ele somos namoradinhos, é um mel pegado, beijinhos, abraços, "A minha mãe..."! E noto que a maioria de mães de meninos são namoradinhas dos seus filhos, talvez isso seja os meninos serem das mães. Eu adoro!


Obrigada Inês, adorei conhecer-te!!


Comentários

  1. Adorei esta oportunidade, adorei a entrevista e obrigada por me receberes tão bem no teu blog, do qual também gosto imenso!!

    Mães de meninos forever <3

    Beijinho!

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