Birras e birrinhas

 No penúltimo Post falei de levemente sobre birras dos miúdos na rua. Pois é, ninguém gosta de ter um filho que faz destas habilidades, os outros não gostam de assistir, e normalmente os pais ficam envergonhados. Muita gente ao assistir a uma grande birra pensa logo que a criança não recebe educação em casa, eu também  penava assim, até ao dia que o meu filhinho começou com esta gracinha.




Não  considero que sejamos cá em casa adeptos da republica das bananas, nem muito ao estilo nazi. Penso (penso eu, talvez errada) que existe um bom equilíbrio entre o pai e a mãe, existe coerência e firmeza nas decisões - quando é castigo, não voltamos atrás), e existe muita brincadeira entre os 4 e muito miminho. Ultimamente o meu marido está mais vezes fora e acabo por ser mãe e pai ao mesmo tempo. Portanto, e sem ser pensado, acabei por ser mais firme com o João do que o pai (dantes era ao contrário). Como tenho tempo disponível, brinco muito com ele, e fazemos muitas coisas juntos. Mas também  me zango, e o coloco de castigo.

Isto tudo para dar um enquadramento ao que queria contar - com grande vergonha minha.
Fomos passar o fim‑de‑semana a Lisboa, os 4. Estávamos nós a passear no Chiado, o João pai com o carrinho mais á frente e  eu e o João atrás. Chegamos a um cruzamento e tinha que atravessar. Peguei na mão do João e prepararei-me para atravessar a rua. Começa aos berros, nem percebi bem porquê, mas era o João que berrava e gesticulava com muita força. Não queria dar a mão para atravessar, e tentava fugir. Berros altos, e quanto mais dizia para estar calado mais berrava. A certa altura, tenho consciência que os turistas e as pessoas pararam para assistir, pois parecia mesmo que eu estava a raptá-lo. Para ajudar á festa, começa o João a berrar "larga-me" e " ajuda-me"!! Ajudou bastante a completar o cenário de rapto que passava pela cabeça dos espectadores. A situação até teria tido piada se não fosse passada comigo.

Confesso que só me apeteceu deixa-lo lá ou então dar-lhe uma grande (enorme) sapatada! O João pai e o Tomás estavam estupefactos do outro lado da rua de boca aberta. E eu só lhe dizia baixinho " cala-te! Quando chegares ao carro vamos falar!" Devo ter ficado vermelha, roxa , verde, azul. Enfim de todas as cores.  Por fim, lá conseguimos atravessar a rua e foi a chorar até ao carro.

Castigo. O castigo e uma sapatada bem dada. Se bem que na altura dos nossos pais as sapatadas  eram diferentes e mais eficientes. Ás vezes penso nisso.

Conclusão, fiquei envergonhadíssima, e não sei o que lhe passou pela cabeça. Mas penso que as crianças têm assim flashs que os transforma . Depois voltam a ser os nosso piolhos riquinhos e amorosos. Ainda hoje se lembra do que passou em Lisboa e sabe que se portou mal e que ficou de castigo. Explico-lhe sempre o porquê dos castigos, acho importante perceber que se portou mal.

Ultimamente  anda sempre a fazer birras, fruto (pensámos nós ) do novo "espaço " que o Tomás ocupa agora na família, com as suas gracinhas novas e pequenas conquistas. Mas a verdade é que não posso estar constantemente a castigá-lo ( sim, porque tem sido umas atrás das outras, todos os dias) e  sempre  a zangar-me com ele, portanto para além de muita e muita paciência , estou á espera que o sol venha em força e melhores ventos soprem por aqui.

Haja paciência !

Comentários

  1. O meu sobrinho também anda na fase dos Terrible Two! Haja paciência para estas coisas fofas mas cansativas...

    E, a propósito de coisas fofas, hoje começa um Giveaway Casa das Miús & Coelhinho Pompom. Um presente liiiiiindo, em versão menina e em versão menino. É concorrer!
    Beijinhos
    http://acasadasmius.blogspot.pt/2013/05/quem-quer-quem-quer.html

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  2. Pois, eu também não achava piada a birras nos espaços públicos.....até ser mãe. O Baby Boy ainda não entrou nesta fase (espero que consiga passar ao lado, mas acho que deve calhar a todos), mas quando vejo alguma birra de criança fico logo solidária com os pais!

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