Cheira a Lisboa


Confesso que andava em pulgas por causa destas nossas mini férias! Lá íamos nós, rumo ao reino dos Algarves, para 5 dias de sol e praia. Andei entusiasmada a tratar dos calções de banho para os 2, dos kits indispensáveis, das ementas para o Tomás, dos protectores solares e chapéus-de-sol, enfim, de toda uma azáfama que sabia tão bem tratar. estava mortinha por ver o Tomás na areia e molhar os pezinhos. Estava mortinha por ver os 2 com os caçoes de banho novos, e ficar moreninhos! Desde que engravidei do Tomás que praticamente não tínhamos ido a lado nenhum, e as nossas férias de verão foram com um recém-nascido a aproveitar o jardim de casa dos meus pais. Portanto, para mim, isto sabia-me a Maldivas ou Caraíbas.

Na terça-feira, telefonaram-me do colégio para ir buscar o João. Febre, otite, (outra vez), duas. Não podia molhar a cabeça. e como explicar a  um menino de 4 anos que não pode tomar banho na piscina sem molhar a cabeça? Ainda para mais, como explicar que não pode mostrar os seus fantásticos mergulhos que andou a treinar estes meses todos? A decisão estava tomada, era óbvia, embora que ninguém quisesse anular as nossas mini férias. Agora tínhamos que explicar ao João que não íamos á praia.

Então fomos para Lisboa! E que bom que foi!! Partimos na quinta-feira, nós os quatro, com a mala cheia, e um programa óptimo pela frente. O carro ia cheio, mas a minha máquina fotográfica xpto foi apenas passear. As fotografias foram tiradas pelo iphone, e sempre a fazer malabarismo entre uma mão ocupada e outra a tirar as fotografias. Mesmo assim, já dá para mais tarde recordar.
Na sexta-feira bem cedo fomos ao Pavilhão do Conhecimento. Tinham-me dito que havia uma exposição sobre dinossauros e como aqui os 2 são fás, não podíamos perder! O dia estava quente, não demasiado, e logo na entrada do pavilhão tem uns repuxos de agua que ligam consoante o movimento. O João saltou logo para o meio da agua, e o Tomás também queria ir! Tudo molhado!




Mal entrámos na exposição, foi o delírio! Dinossauros grandes, e que se mexiam, com barulhos reais, e a boca a abrir e fechar! Adorou!! Ele nem sabia para onde olhar! A sala estava cheia de miúdos e todos com a mesma reacção do Joao! Já no piso de cima o ambiente era outro. Mais educativo, mas também muito bom. Numa parte da sala chamada havia experiências de ciências para miúdos e para eles perceberem como funcionam algumas coisas. Aqui era para mais velhos, e o Joao já não ligou tanto. Na outra parte da sala, havia a “Casa Inacabada”, e se lá me baixo tinha sido o delírio, aqui o êxtase total! Que alegria!!! Parecia a mini Boblandia! Os miúdos tinham que acabar de construir uma casa, utilizando andaimes, gruas, carrinhos-de-mão. Tal e qual ao que se vê no Bob o Construtor. E sabem o mais giro? É que a “equipa” do João entrou, e ao fim de 15 minutos sem orientações nenhuma, sem explicações, e sem se conhecerem, os pequeninos lá conseguiram formar uma equipa, cada qual com o seu trabalho definido, e em conjunto construíram a casa. Fantástico!






 

Depois de almoço, fomos visitar o Vasco ao Oceanário. Já tínhamos visitado o Sea Life cá no Porto, mas não há comparação possível. O ambiente tranquilo do aquário gigante hipnotizou toda a gente, mesmo o Tomás que saiu do carrinho e alegremente batia no vidro a chamar os peixinhos. A vista foi rápida pois os dois já estavam cansados, mas as energias voltaram quando chegamos ao aquário gigante. Sentámos-mos no chão e ficámos a observar todos os peixinhos, o peixinho amarelo que nadava cheio de pressa, o tubarão grande com a boca aberta e os dentes fortes, a manta que era a mamã de todos os outros, um peixe muito grande e feio que tinha ficado de castigo (garoupa gigante), e cada um tinha sua história que o João iam inventado á medida que eles passavam por nós.  
Já no dia seguinte fomos dar uma volta pelo Chiado, que estava cheio de turistas, com música na rua, e muita animação. Almoçámos num cantinho muito simpático, passeamos pelas ruas, saboreamos um delicioso gelado da Santini, amigos revisitados...Talvez por palermice minha, já não ia a Lisboa há um ano! Sim, é verdade! A ultima vez que fui estava grávida do Tomás e depois nunca “tinha tempo”, era a desculpa. E confesso que tinha-me esquecido de como é bom estar em Lisboa, vai ser sem dúvida alguma, um programa  a repetir frequentemente!  







 

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